O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Santos, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

20 de outubro de 2015

Os primeiros filósofos

OS PRIMEIROS FILÓSOFOS

Gilson Soares dos Santos

Na postagem de hoje, vamos aprender um poucos sobre os primeiros filósofos.

1 – Os filósofos pré-socráticos (antes de Sócrates)

            Os primeiros filósofos são chamados de pré-socráticos ou filósofos da natureza, porque tinham grande interesse pela natureza e pelos processos naturais.

1.1 – Tales de Mileto (séc. VII a séc. VI a.C): É considerado o primeiro filósofo. Natural da colônia grega de Mileto, na Ásia Menor. Ele considerava a água a origem de todas as coisas. Com isso, talvez, ele quisesse dizer que toda forma de vida surge na água e a ela retorna quando se desfaz. Ele afirmou que “todas as coisas estão cheias de deuses”. É claro, ele não pensava aqui nos deuses da mitologia grega.

1.2 – Anaximandro (séc. VII a.C. séc. VI. a. C.) : Provavelmente discípulo de Tales. Ele sustenta que a água já é algo derivado e que, ao contrário, o "principio" (arché) é o infinito, ou seja, uma natureza (physis) in-finita e in-definida, da qual provém todas as coisas que existem. O termo usado por Anaximandro é a-peiron, que significa aquilo que está privado de limites.

1.3 – Anaxímenes (séc. VI a.C.): Também viveu em Mileto. Para ele, o elemento que deu origem a todas as coisas é o ar. Mas esse ar é o ar infinito. Ele disse que: “Exatamente como a nossa alma (ou seja, o principio que dá a vida), que é ar, se sustenta e se governa, assim também o sopro e o ar abarcam o cosmo inteiro.”.

1.4 – Heráclito de Éfeso (séc. VI ao V a.C.): Heráclito indicou o fogo como "principio" fundamental, e considerou todas as coisas como transformações do fogo. Também é evidente por que Heráclito atribuiu ao fogo a "natureza" de todas as coisas: o fogo expressa de modo exemplar as características de mudança continua, do contraste e da harmonia. Entre os principais ensinos de Heráclito estão: 1) Tudo escorre, tudo se move, tudo flui (muda): para ele, tudo está em movimento e nada dura para sempre. Por esta razão, dizia ele, “não podemos entrar duas vezes no mesmo rio”. Porque quando entramos pela segunda vez no rio, tanto nós quando o rio já estamos mudados. 2) A harmonia dos contrários: Para ele, o mundo está impregnado por constantes opostos. Se nunca ficássemos doentes, não saberíamos o que significa saúde. Se nunca houvesse guerra, não saberíamos o valor da paz. O devir é a passagem de um contrário a outro. as coisas frias se aquecem, as quentes se resfriam, as úmidas secam, as secas tornam-se úmidas, o jovem envelhece, o vivo morre.

1.5 – Pitágoras (séc. V): Nasceu em Samos. Com clara mudança de perspectiva, Pitágoras e os Pitagóricos indicaram o numero (e os componentes do numero) como o "principio", ao invés da agua, do ar ou do fogo. Todas as coisas derivam dos números. Os números são o princípio de todas as coisas.

            Outros filósofos pré-socráticos de grande importância foram: Xenófanes de Cólofon, Parmênides, Zenão, Melisso de Samos, Empédocles, Anáxagoras, etc.

2 – Sócrates, Platão e Aristóteles

2.1 – Sócrates: Nasceu em Atenas em 470/469 a.C. e morreu em 399 a.C. Era filho de um escultor e de uma obstetra. Nunca fundou uma escola, nunca escreveu algo. Realizava seu ensinamento em locais públicos. O que sabemos sobre ele vem dos escritos de Platão e de outros filósofos. Seus principais ensinos: 1) Liberdade: Entendida como liberdade interior, e, em última análise como “autodomínio”. “Uma vez que a alma é racional, ela alcança sua liberdade quando se livra de tudo o que é irracional, ou seja, das paixões e dos instintos. 2) Felicidade: “A felicidade assume valência espiritual e se realiza quando na alma prevalece a ordem. Tal ordem se realiza justamente mediante a virtude. Dessa forma, afirma-se o principio ético que a virtude é prêmio para si mesma, e deve ser buscada por si mesma” (Reale & Antiseri, 2007, p. 92). 3) Teologia: Sócrates também teve uma particular concepção de Deus, deduzida da constatação de que o mundo e o homem são constituídos de modo tal - isto é, segundo tal ordem e tal finalidade - que exige uma causa adequada. Esta Causa é justamente Deus, entendido como inteligência ordenadora e providência. 4) O método socrático: O método usado por Sócrates no seu ensinamento foi o do diálogo articulado em dois momentos: o irônico-refutatório e o maiêutico. Sócrates foi condenado à morte, acusado de não crer nos deuses da cidade, e de corromper os jovens, teve que tomar um cálice de cicuta.

2.2 – Platão: Nasceu em Atenas, em 428 a.C.  Seu verdadeiro nome era Arístocles. Foi discípulo de Sócrates. Seus principais ensinos: 1) Ideias inatas: Platão acreditava em ideias inatas, que a mente contemplara no mundo das Formas, antes do nascimento. Elas foram contempladas pela alma no estado pré-encarnado, só era necessário recordá-las. 2) Eternidade do universo: Acreditava que o universo é eterno. O mundo físico é um mundo de sombras, o mundo real é o mundo espiritual das formas puras. 3) Metempsicose: Defendia a metempsicose, ou seja, a transmigração das almas, que conhecemos por reencarnação. 4) Sobre Deus: Deus não era a Forma absoluta (agathos), mas o Formador (o demiurgo). O formador não pode fazer boas formas sem uma Forma do bem como padrão. 5) Imortalidade da alma: Platão defendeu o que todo cristão ortodoxo acredita, a imortalidade da alma, ou seja, que os seres humanos têm uma dimensão espiritual em sua composição, que é imortal.

2.3 – Aristóteles: Nascido em Estagira (384-322 a.C.). Entrou para a Academia de Platão em 367 a.C. Foi instrutor de Alexandre, o grande. As obras principais de Aristóteles podem ser divididas em: lógica, estudos físicos, psicologia e filosofia. Seus principais ensinos: 1) Epistemologia (teoria do conhecimento): Era um empirista e acreditava que todo conhecimento começa nos sentidos. Quando um objeto é percebido por um ou mais dos cinco sentidos, a mente começa a agir sobre ele com seus poderes de abstração. Ele via três ações do intelecto: apreensão (entendimento), predicação (declarações) e raciocínio logístico (lógica). 2) Sobre Deus: O conceito de Deus em Aristóteles não é o mesmo do Deus do judaísmo. Para ele, Deus é o motor imóvel. Mas esse motor imóvel também não era um deus pessoal que amava e se preocupava com a criação. Na verdade, o deus de Aristóteles não tem significado religioso ou de adoração. Sua concepção sobre Deus está nos seus estudos sobre metafísica. Para ele, a física estuda a realidade que pode ser experimentada pelos sentidos. A metafísica estuda a realidade fora da percepção sensorial. 3) Sobre a alma: Ao contrário de Platão, Aristóteles negou a imortalidade da alma ou vida após a morte. Para ele, a alma morre junto com o corpo. Ele era monista, enquanto Platão era dicotomista.

3 – Outros filósofos importantes

            Vejamos outros nomes da Filosofia Medieval, Filosofia Moderna e Filosofia Contemporânea:

– Filosofia Medieval

a) Agostinho (bispo de Hipona – 354-430 d.C.). Teólogo e filósofo.
b) Anselmo de Cantuária.
c) Abelardo.
d) Tomás de Aquino. (1224-1274). Teólogo e filósofo.
e) João Duns Scotus.

– Filosofia Moderna

a) René Descartes.
b) Baruch Spinoza.
c) John Locke.
d) David Hume.
e) Blaise Pascal.
f) Immanuel Kant.

– Filosofia Contemporânea

a) Schleiemarcher.
b) Hegel.
c) Sören Kierkegaard.
d) Martin Heidegger.
f) Wittgenstein.
f) Karl Barth
g) Karl Marx.

     Esta é uma pequena lista de filósofos cristãos, agnósticos e ateus.


BIBLIOGRAFIA PARA APROFUNDAMENTO

ARANHA, Maria Lúcia A. MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de Filosofia. 3Ed. São Paulo: Moderna. 2005.

REALE, Giovane. ANTISERI, Dario. História da Filosofia. Vol. 1. 3ed. São Paulo: PAULUS. 2007.




15 de outubro de 2015

O Educador Cristão

O EDUCADOR CRISTÃO

Pr. Gilson Soares dos Santos

            Queremos estudar um pouco sobre o educador cristão.

1 – A prática educacional do professor

            No Manual de Ensino para o Educador Cristão (GANGEL & HENCRICKS, 1999, p.282-283), encontramos três ingredientes que nos influenciam a ação no ensino:

Tem de estar atrelado ao processo. Os professores devem deixar de ser executores e tornarem-se alunos. Eles devem ser pessoas que fazem as coisas melhores, mas — e isto e o mais importante — devem ser os que equipam outros a fazer as coisas melhores. Quando o processo e a meta principal, o professor não limita os outros pelas limitações dele. Ele lança o aluno numa jornada que pode e, frequentemente, vai muito alem de sua própria jornada. [...].
Ensino de qualidade requer tempo. Na época do tudo instantâneo, os educadores ousam não entrar no sistema. Nossa tarefa como professor é equipar nossos alunos para esse processo perpetuo de aprendizagem. Os professores, na maioria das vezes erroneamente, veem-se como distribuidores de informação em vez de aperfeiçoadores de vida. Escolas não procriam lideres; a vida, sim.

Tem de estar atrelado às pessoas. A aprendizagem é um processo em sua maior parte intricadamente pessoal. Ela não pode ser produzida para as massas. Churchill expressou o conceito muito bem: “Amo aprender; odeio ser ensinado”. [...]. Visto que a aprendizagem e tão interativa, quem o professor é determina o que ele faz. Os alunos não estão meramente interessados no que você sabe e no modo como obteve o que aprendeu, mas principalmente em quem você é. [...] Modelar torna-se de importância vital na pratica do ensino. Mas a maioria dos professores encontra-se muito distante dos alunos a quem tentam causar impacto. Não ha comunicação quando existe um abismo entre o professor e os alunos. Você causa impacto na proporção direta do envolvimento. Ha muito tempo me convenci de que as quatro paredes são os maiores preventivos contra o ensino eficiente. Às vezes a melhor aprendizagem acontece fora da sala de aula em situações informais.

Tem de estar atrelada a vida. A vida e inacreditavelmente desordenada, impossível de predizer e em constante mutação. Não pode ser acondicionada em bonitos pacotes. Não se apresenta da maneira como somos ensinados na escola. Invariavelmente não concorre com os devaneios de castelos no ar com os quais somos confrontados. Às vezes nos, como professores, não apenas sabemos as respostas, mas nem mesmo conhecemos os problemas. Fomos treinados numa época que nem mais existe. Isto explica porque os estudantes frequentemente reclamam: “Minha educação respondeu perguntas que ninguém está fazendo, mas para as questões que estão destruindo as vidas das pessoas, nunca nos reunimos para discutir”.

2 – Perguntas que o professor deve fazer a si mesmo

PRIMEIRA: Por que ensino? Qual é o meu propósito? Que objetivo quero alcançar?

“O professor, precisa ter percepção clara e bem definida do propósito de seu ensino. Só assim poderá ter êxito em seu trabalho.” (PEARMAN, 1995, p.6-7).  “Depois de considerar bem o assunto, o verdadeiro professor espiritual chega à conclusão de que seu trabalho principal e o fim primordial de seu esforço, serão a aplicação das verdades bíblicas para guiar seus alunos a um conhecimento experimental de Cristo.” (idem).

SEGUNDA: A quem ensinarei? Que tipo de alunos receberá meu ensino?

“Seu talento e suas condições pessoais, como professor, revelarão se lhe convém mais ensinar aos adultos, aos jovens, aos adolescentes, aos intermediários, aos primários ou às criancinhas.” (idem).

TERCEIRA: Que ensinarei? Que conhecimento do assunto possuo?

“O objetivo principal de seu ensino será, é claro, a Bíblia; por isso deve fazer o máximo que puder para dominar as histórias, as doutrinas, a geografia e os costumes mencionados na Bíblia.” (idem).

            Pearlman (1995, p.7), ainda diz:

O professor não pode compartilhar o que não sabe, não pode explicar o que não compreende, nem pode falar com autoridade se não tiver um conhecimento completo da matéria que ensinará. Se você tem intenção de entregar-se à dura tarefa de ensinar, estude "sem cessar", leia diligentemente acerca de tudo o que a Bíblia ensina em diversos níveis, e faça um estudo sistemático da Palavra de Deus. Certamente este programa significa trabalho duro, mas não se alcança um ensino eficaz e eficiente sem esforço. O verdadeiro professor tem que alcançar os frutos de seu ensino com o suor de seu rosto. No entanto, todo esforço árduo é rico em recompensas.

QUARTA: Como ensinarei?

“Não importa quanto conhecimento o professor possua, falhará se não possuir também a arte de ensinar, isto é, se não souber transmitir esses conhecimentos a seus alunos.” (idem). “Será que alguém pode, na verdade, aprender a ensinar? Podemos imaginar você, leitor, dizendo: "Eu pensei que ensinar fosse um dom que algumas pessoas têm por natureza!"É verdade que certos indivíduos possuem capacidade especial para ensinar, mas é também acertado dizer-se que esta arte pode ser adquirida.” (idem).
“O ensino é uma arte que pode ser adquirida porque é governada por leis definidas. Estude e domine estas leis, aplique-as com paciência, e você descobrirá que está ensinando bem. O bom êxito depende de "saber como fazê-lo".” (idem, p.8).

3 – Perguntas que o Professor deve fazer antes de ministrar uma aula

            Quem nos guia a essas perguntas que o professor deve fazer antes de ministrar uma aula para seus alunos é Donald Griggs em seu Livro “Manual do Professor eficaz” (GRIGGS, 1997, p.13-15):

1. O que vou ensinar?

·         O currículo é um ponto de partida, mas pode conter material demais.
·         Preciso selecionar conceitos-chave para focalizar no ensino.
·         Os conceitos são palavras que se usam para apresentar experiências, pensamentos, objetos, etc.
·         Os conceitos são o enfoque de todo ensino.
·         É importante relacionar os conceitos com a experiência dos alunos.

2. O que os alunos vão aprender?

·         É importante que os professores tenham em mente objetivos específicos, dentro dos quais dirijam seu planejamento e ensino.
·         Os objetivos expressam o que os professores querem que os alunos atinjam durante o período de aula.
·         Os objetivos são específicos em termos da ação do aluno.
·         objetivos ajudam os professores a avaliar o que aconteceu.

3. Quais atividades de ensino vou planejar para a aula?

·         Uma variedade de atividades que envolverá a maioria dos alunos e a maior parte do tempo.
·         As atividades devem representar diferentes níveis de interesse e de habilidades.
·         Novas atividades devem ser apresentadas e experimentadas com regularidade.

4. Quais recursos usaremos na sala de aula?

·         Os recursos não são apenas truques.
·         Os recursos são meios através dos quais os alunos envolvem na aprendizagem.
·         Os recursos devem ser selecionados com cuidado.
·         Os recursos são para alunos e professores.
·         Uma ampla variedade de recursos deve ser usada.

5. Que estratégia usarei para motivar os alunos a se envolverem?

·         E preciso uma estratégia bem planejada para engajar os alunos no estudo, com interesse e propósito.
·         Há pelo menos cinco elementos na estratégia: abertura, apresentação, exploração, criatividade e encerramento.

6. Como arrumarei a sala?

·         O arranjo da sala, decoração e apresentação dos recursos ensinam tanto quanto as palavras.
·         Deixe que os materiais permaneçam visíveis e que haja espaço para os alunos se movimentarem facilmente.
·         Mude com regularidade o arranjo dos móveis, equipamentos, exposições e materiais.

7. Que perguntas vou fazer?

·         As perguntas são uma atividade importante e necessária.
·         Facilitará muito planejar as perguntas de antemão.
·         Há pelo menos três níveis de perguntas: informativas, analíticas e pessoais.

8. Que escolhas farão os alunos durante a aula?

·         Escolhas que os levem a maior motivação e envolvimento.
·         Para cada passo do plano de aula devem ser consideradas as suas opções.
·         As opções precisam ser discutidas e avaliadas.

9. Que instruções darei?

·         O êxito dos alunos nas atividades de aprendizagem é determinado, com frequência, pelas
·         instruções o professor dá.
·         Os alunos são guiados na sua participação pelas instruções do professor.
·         As instruções devem ser tanto visuais como verbais.
·         As instruções devem ser dadas passo a passo.

10. Como deverei reagir quando o aluno se manifestar?

·         O apoio ao aluno da parte do professor leva-o a maior participação.
·         Os alunos precisam receber retorno ou respostas do professor.
·         O professor pode desenvolver um repertório de respostas.


BIBLIOGRAFIA

GANGEL, Kenneth O. HENDRICKS, Howard G. Manual de Ensino Para o Educador Cristão. Rio de Janeiro: CPAD. 1999.

GRIGGS, Donald. Manual do Professor Eficaz. 3ed. São Paulo: Cultura Cristã. 1997.

PEARLMAN, Myer. Ensinando com Êxito na Escola Dominical. São Paulo: Vida. 1995.

10 de outubro de 2015

Evangelização: Definição, Mensagem, Método, Alvos


EVANGELIZAÇÃO: DEFINIÇÃO, MENSAGEM, MÉTODO, ALVOS

DEFINIÇÃO

Evangelização é a proclamação das boas novas da salvação em Jesus Cristo, visando levar a efeito a reconciliação entre o pecador e Deus Pai, mediante o poder regenerador do Espírito Santo. A palavra deriva do substantivo grego euangelion, “boas novas", e do verbo euangelizomai, “anunciar, proclamar ou trazer boas novas”.
A evangelização baseia-se na iniciativa do próprio Deus. Porque Deus agiu, os crentes têm uma mensagem para compartilhar com os outros. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito" (Jo 3.16). “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Como o pai que anseia pela volta do seu filho perdido, como a mulher que procura diligentemente a moeda perdida, e como o pastor que deixa o restante do seu rebanho para achar uma ovelha perdida (Lc 15), Deus ama os pecadores e procura ativamente a sua salvação. Deus é sempre gracioso, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pe 3.9).
Deus, por Sua vez, espera que o Seu povo participe da Sua busca dos perdidos para salvá-los. A fim de crerem no evangelho, as pessoas devem primeiramente ouvi- lo e compreendê-lo (Rm 10.14-15). Assim, Deus tem nomeado embaixadores, agentes do Seu reino, para serem Seus ministros de reconciliação no mundo (2 Co 5.11-21).
Uma definição abrangente de evangelização surgiu do Congresso Internacional da Evangelização Mundial (1974). Segundo o Pacto de Lausanne: “Evangelizar é espalhar as boas novas de que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados e foi ressuscitado dentre os mortos segundo as Escrituras, e que como Senhor reinante Ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos aqueles que se arrependerem e crerem. Nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, assim como também aquele tipo de diálogo cujo propósito é escutar com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo histórico e bíblico como Salvador e Senhor, tendo como alvo convencer as pessoas a virem pessoalmente a Ele e, assim, serem reconciliadas com Deus. Ao proclamarmos o convite do evangelho, não temos direito algum de ocultar o preço do discipulado. Jesus continua chamando a todos quantos desejarem segui-Io a negar a si mesmos, a tomar sua cruz e a identificar-se com Sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, a incorporação na Sua igreja e o serviço responsável no mundo.”

A MENSAGEM

À luz desta declaração, a evangelização pode ser analisada segundo seus componentes. Em primeiro lugar está a mensagem. Para ser bíblica, a evangelização deve ter conteúdo e transmitir informações a respeito da verdadeira natureza das coisas espirituais. Deve tratar da natureza do pecado e da triste situação do pecador (Rm 3). Deve ressaltar o amor de Deus e a Sua disposição de reconciliar-Se com os perdidos (Jo 3; 2 Co 5). Deve incluir uma clara declaração no tocante à centralidade de Jesus no plano divino da redenção: que Deus estava em Cristo reconciliando 0 mundo consigo mesmo e que Cristo morreu pelos nossos pecados e foi ressuscitado dentre os mortos, segundo as Escrituras (1 Co 15; 2 Co 5; Rm 10). A palavra evangelística deve incluir, também, a promessa de perdão dos pecados e do dom regenerador do Espírito Santo a todo aquele que se arrepender dos seus pecados e puser sua fé e confiança em Jesus Cristo - isto é, crer nEle (At 2; Jo 3). Em resumo: a mensagem evangelística baseia-se na Palavra de Deus; procura contar uma história que Deus já desenvolveu na prática.

O MÉTODO

Em segundo lugar está o método. As boas novas podem ser contadas de várias maneiras. As Escrituras não designam um único método isolado de transmitir o evangelho. No NT, os crentes compartilhavam sua fé mediante a pregação e 0 ensino formais, nos seus contatos pessoais e encontros ocasionais. Como conseqüência, os cristãos se sentiram livres para elaborarem diferentes formas de realizarem a evangelização: pessoal, em massa (isto é, campanhas de reavivamento), por saturação (ou seja, a cobertura total de uma determinada área), por amizade, etc. Aprenderam como usar vários veículos para promover 0 evangelho, inclusive as últimas vantagens nos campos da imprensa escrita e das telecomunicações. Todos estes meios são lícitos se apresentarem a mensagem com clareza, honestidade e compaixão. A grande agressividade, a manipulação, a intimidação e uma caricatura bem-intencionada da mensagem do evangelho podem, na realidade, subverter a evangelização eficaz, embora pareçam trazer “resultados”. Apesar de haver lugar na evangelização para atitudes de alguma agressividade e confrontação, a integridade e o amor devem ser o alicerce em que todos os métodos se edificam. Além disso, os que compartilham as boas novas devem conhecer seus ouvintes suficientemente bem, para se dirigirem às suas necessidades, de modo que eles possam entender (1 Co 9.19-23). Quando se trata dos métodos evangelísticos, as palavras de Paulo continuam falando com autoridade e compreensão: “Suplicai ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra... para que eu a manifeste, como devo fazer. Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.3-6).

OS ALVOS

Finalmente, existem os alvos da evangelização. Basicamente, a evangelização procura levar as pessoas a um novo relacionamento com Deus, mediante Jesus Cristo. Através do poder do Espírito Santo, procura-se despertar o arrependimento, a dedicação e a fé. Seu alvo é nada menos do que a conversão do pecador a um modo de vida radicalmente novo. Como, então, sabemos que a evangelização foi realizada? Que a mensagem foi dada? Que a mensagem foi adequadamente compreendida? Quando 0 ouvinte foi levado ao ponto de decidir a favor ou contra a mensagem que recebeu? Teologicamente, é claro, os resultados da evangelização estão nas mãos do Espírito Santo, e não do evangelista. Mas, no terreno prático, aquele que leva a mensagem determina, em grande medida, 0 escopo da reação do ouvinte, porque é o mensageiro quem estipula as condições do convite. Isto significa que, embora a evangelização, por definição, se concentre na necessidade de corresponder a Deus no arrependimento inicial, com fé, sua mensagem deve também conter algo a respeito das obrigações do discipulado cristão.
No seu entusiasmo para compartilharem com os outros os benefícios do evangelho, os evangelistas não devem negligenciar as obrigações envolvidas em seu recebimento. Em muitos círculos evangélicos, por exemplo, as pessoas fazem uma distinção entre aceitar Cristo como Salvador e aceitá-IO como Senhor. Assim, os convertidos freqüentemente ficam com a impressão de que podem obter o perdão dos pecados, sem se comprometerem com a obediência a Cristo e ao serviço na Sua igreja. Tais idéias não se acham no NT e talvez sejam parte da razão por que tantos convertidos modernos têm tão pouca capacidade de permanecer. A eles foi oferecida a “graça barata”, e a aceitaram no lugar da graça livre, porém dispendiosa, do evangelho. “Calcular 0 preço” é uma parte essencial na reação à mensagem do evangelho, não algo que possa ser deixado para depois. A conversão a Jesus Cristo envolve mais do que 0 perdão dos pecados. Inclui a obediência aos mandamentos de Deus e a participação do corpo de Cristo, a Igreja. Conforme disse Jesus: “Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.19-20).
Uma maneira de manter a ligação entre a conversão e o discipulado é manter juntas a proclamação e a demonstração na evangelização. No ministério de Jesus e na vida da igreja apostólica, pregar e praticar, dizer e fazer, sempre andavam juntos (e.g., Lc 4.18-19; At 10.36-38; Rm 15.18-19). Proclamar a salvação sem demonstrar seu poder transformador no fruto do Espírito e nas boas obras é tão inadequado quanto demonstrar os efeitos da nova vida em Cristo sem explicar a origem deles. Anunciar as boas novas da salvação sem demonstrar o amor de Cristo na preocupação pessoal e social não é a evangelização segundo o estilo do NT. Nesta abordagem holística da evangelização, não deixamos de fazer distinção entre a regeneração e a santificação, mas certamente argumentamos que as duas devem ser mantidas em estreita ligação.

T. P. WEBER

O texto acima foi extraído, na íntegra, da ENCICLOPÉDIA HISTÓRICO-TEOLÓGICA DA IGREJA CRISTÃ. Volume Único. Walter A. Elwell (Editor). Editora Vida Nova. 2009. Pág. 121-123.

5 de outubro de 2015

Qual a diferença entre pecado herdado e pecado imputado?

QUAL A DIFERENÇA ENTRE PECADO HERDADO E PECADO IMPUTADO?

Pr. Gilson Soares dos Santos

Pecado herdado. Pecado imputado. Muitos estudantes de Teologia ainda fazem confusão sobre este assunto. Estou aproveitando o espaço para dar uma ajuda sobre o tema.

É importante que o estudante de teologia entenda o que é pecado herdado e pecado imputado. Para isto, vejamos a diferença.

a)     Pecado herdado

“Pecado herdado é o estado pecaminoso em que nascem todas as pessoas. [...] Alguns o chama de pecado transmitido ou herdado [...] Isto enfatiza a verdade de que todas as pessoas herdam esse estado pecaminoso de seus pais, os quais herdaram de seus pais, os quais, por sua vez, o herdaram de seus pais e assim sucessivamente, até chegar a Adão e Eva.”[1].

b)    Pecado imputado

“Imputar significa atribuir, identificar ou entregar algo a alguém. O aspecto central desse conceito não é a mera influência, mas o envolvimento. [...] Ele é transmitido diretamente de Adão para cada pessoa de cada geração. Eu estava em Adão, por isso o pecado dele foi imputado diretamente a mim, não por intermédio de meus pais e dos pais deles. O pecado imputado é imediatamente atribuído (ou seja, diretamente, não por mediadores entre Adão e mim).”.[2].

      Abaixo, temos um gráfico para entendermos melhor a diferença entre pecado herdado e pecado imputado.


     Espero ter ajudado. Deus abençoe a todos.


[1] RYRIE, Charles C. Teologia Básica ao alcance de todos. São Paulo: Mundo Cristão. 2004. p.251.
[2] RYRIE, Charles C. Teologia Básica ao alcance de todos. São Paulo: Mundo Cristão. 2004. p.255-258.

26 de setembro de 2015

Comunicado Importante

QUERIDOS (AS) LEITORES (AS)

Comunicamos a todos os nossos queridos leitores e leitoras, aos nossos seguidores, que voltaremos com nossas postagens a partir de Outubro.

Tivemos um período sem publicações, mas, se Deus quiser, em Nome do Senhor Jesus Cristo, voltaremos a partir de Outubro, com, pelo menos, duas postagens por semana.

Grande abraço a todos, na paz do Senhor Jesus Cristo.

Pr. Gilson Soares dos Santos

11 de agosto de 2015

Já ouviu falar no "Salmo do Desigrejado"?


JÁ OUVIU FALAR NO “SALMO DO DESIGREJADO”?


No universo religioso cristão, existem pessoas que, decepcionadas com “igrejas”, abandonaram a igreja e abandonaram a fé. Outros, abandonaram a igreja, mas querem manter a fé. Estes últimos são os “desigrejados”. Um “desigrejado” é alguém que, por motivos diversos, não quer frequentar nenhuma igreja institucional, porem acredita que é possível manter a fé longe da comunhão com os demais.

Em seu blog, o Pr. Renato Vargens publicou “O Salmo do Desigrejado”, que estou postando aqui. No final do post você pode clicar no link e ir direto ao blog do Pr. Renato.

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O SALMO DO DESIGREJADO

Pr. Renato Vargens

Alegrei-me quando me disseram, vamos ficar em casa porque reunir-se em outro local que não seja uma casa é uma grande bobagem. 

Lembre-se que onde estiverem dois ou três reunidos (numa casa é claro), sem pastores, sem ministração dos sacramentos, sem qualquer tipo de contribuição financeira, ali Deus estará presente. 

Por acaso não sabes que você é o templo do Espirito Santo, e que em virtude disso você não precisa reunir-se num espaço com os salvos em Jesus?

Resistam a instituição e as denominações que elas fugirão de vocês. Lembrem-se que os templos estão ao redor de vocês rugindo como leões tentando afastá-los das reuniões nas casas onde não existe obrigações, liderança e nem presbíteros e diáconos que comumente atazanam a vida dos que foram libertos das reuniões nos templos.

Pois é,  pois é...

Seria cômico, se não fosse trágico.

Com lágrimas nos olhos! 

Renato Vargens 

Obs.: Lembre-se que pra ler o texto, você precisa ligar a "Tecla" ironia.





Se quiser ler diretamente do Blog do Pr. Renato Vargens, clique no link abaixo:




6 de agosto de 2015

Para vivermos o Evangelho Puro e Simples precisamos acabar com as denominações?


PARA VIVERMOS O EVANGELHO PURO E SIMPLES PRECISAMOS ACABAR COM AS DENOMINAÇÕES?

Hoje separei um artigo, de autoria de John Piper, encontrado no Blog VOLTEMOS AO EVANGELHO, cujo link você pode encontrar no final da postagem, onde o autor, recorrendo a C. S. Lewis, trata sobre o cristianismo puro e simples e a questão das denominações.

É um excelente artigo, aproveite e seja edificado.


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“CRISTIANISMO PURO E SIMPLES” SIGNIFICA “SEM DENOMINAÇÕES”?

John Piper

Durante muitos anos minha convicção tem sido que a unidade cristã e a verdade cristã são melhores servidas não pela eliminação das cercas, mas pelo amor aos que estão do outro lado e pelos portões de boas vindas. Eu não digo que faço isso perfeitamente. Eu quero fazê-lo melhor.

A questão é que minimizar a verdade, polir as arestas, mesclar tudo em uma massa indistinguível, focar em oração, serviço e missão em vez da verdade — nada disso produz unidade que honra a verdade, que cria comunidades robustas ou que resiste durante gerações.

Isto acontece melhor quando vivemos bem em nossas comunidades de convicção e amamos bem mesmo entre as linhas de convicção.

Lewis concordaria?

Será que C. S. Lewis concordaria com isso? Não foi ele quem escreveu “Cristianismo Puro e Simples”? Isso não implica que deveríamos deixar de lado nossas diferenças denominacionais e viver na unidade visível do “Cristianismo Puro e Simples”

Você pode se surpreender com o que Lewis quer dizer nessa frase. Mas ele nos fala claramente. O que segue é um trecho (em itálico) da introdução a “Cristianismo Puro e Simples” (1943, xi-xii) dividida em seções com os meus comentários.

Não É Uma Alternativa Aos Credos

Espero que nenhum leitor suponha que “Cristianismo Puro e Simples” se apresenta aqui como uma alternativa aos credos das distintas confissões, como se um homem pudesse adotá-la em preferência ao Congregacionalismo ou À Ortodoxia Grega ou a qualquer outra coisa.

Quando Lewis escreve sobre o cristianismo puro e simples ele não está criticando denominações cristãs. Na verdade, ele diz não é como se uma pessoa “pudesse” fazer do cristianismo puro e simples um lugar para se posicionar. Seria como dizer que a camisa que visto não é uma camisa sem mangas, com mangas curtas ou mangas longas. É apenas uma camisa.

O Saguão de Entrada

[O cristianismo “puro e simples”] é como um saguão de entrada que se comunica com as diversas peças da casa. Se eu conseguir trazer alguém até este saguão, terei cumprido o objetivo a que me propus. Porém, é nos cômodos da casa, e não no saguão, que estão a lareira e as cadeiras e são servidas as refeições.

Lewis amava a Igreja da Inglaterra. Era a sua casa denominacional. Mas ele não via a sua chamada como sendo uma advocacia do Anglicanismo. Sua chamada era levar pessoas a entrar na sala de estar do Cristianismo. E ele sabia que o saguão não era um lugar no qual deveríamos viver.

Esse é o equívoco que muitos cometem a respeito de Lewis. Ele não era ecumênico no sentido de liderar as pessoas na saída dos quartos denominacionais em direção a sala de unidade. Seu espírito ecumênico consistia, como veremos mais adiante, no amor entre os quartos e não no esvaziamento dos quartos em direção ao saguão de entrada.

Os quartos denominacionais são onde estão a chaminé, as cadeiras e as refeições. Em outras palavras, se você tentar viver no saguão de entrada, você vai ficar sem aquecimento, descanso e comida. Cristianismo Puro e Simples não é um Cristianismo vivido. Tentar fazer dele uma vida é como tentar comer mera comida sem comer verduras, frutas nem carne.

Não Fique no Saguão

O saguão é uma sala de espera, um lugar a partir do qual se podem abrir as várias portas, e não um lugar de moradia. Para morar, segundo creio, o pior dos cômodos (seja lá qual for) será preferível.

Ele é tão claro a respeito da impropriedade do Cristianismo Puro e Simples que ele diz que viver o melhor que puder na pior denominação cristã é melhor do que viver no saguão.

Entre em um Quarto

É verdade que algumas pessoas podem ter de esperar na sala de entrada por um tempo considerável … Você deve seguir orando para pedir luz: e, é claro, até no saguão você deve tentar obedecer às regras que são comuns a casa inteira. Acima de tudo, deve se perguntar continuamente qual das portas é a verdadeira; não qual delas tem a pintura mais bonita ou possui os melhores ornamentos. Em linguagem clara, a pergunta a ser feita não deve ser: “Será que eu gosto desses rituais?”, mas sim: “São essas doutrinas verdadeiras? O sagrado mora aqui? A minha consciência me move nessa direção”?

Essa é uma das razões pelas quais eu amo Lewis. Não há desordem dizendo que todos os quartos são iguais. Ou que todos os quartos têm a mesma verdade de ângulos diferentes. Ou que a experiência pessoal é a coisa principal, enquanto afirmações da verdade são consideradas uma presunção humana. Ou que é impróprio aos santos fazer julgamentos sobre qual denominação tem a verdade. Nada disso.

Não. Em vez disso há uma afirmação direta de que há de se realizar um movimento crucial a partir do saguão do Cristianismo Puro e SImples para a especificidade doutrinária de um quarto. Com esse objetivo, nossa tarefa primária, uma vez que estamos na sala de entrada, é descobrir o quarto mais próximo da verdade. Assim ele nos incentiva a “continuar orando para pedir luz.” E a “perguntar qual quarto é o verdadeiro.” E pesquisar, não se gostamos dos serviços, mas sim: “São essas doutrinas verdadeiras?*”

De Que o Mundo Necessita

Quando você chegar ao seu cômodo, seja bondoso com as pessoas que escolheram outras portas, bem como com as que ainda estão no saguão. Se elas estão no erro, precisam ainda mais de suas preces; e, se forem suas inimigas, você, como cristão, tem o dever de orar por elas. Esta é uma das regras comuns à casa inteira.

Esse é o ecumenismo de Lewis. Faça o seu melhor para escolher um quarto denominacional de acordo com a verdade bíblica. Em seguida, ame aqueles que escolhem diferentemente, mesmo se eles se tornarem seus inimigos.

O que o mundo necessita da grande casa do Cristianismo não é que todas as paredes entre os quartos sejam quebradas, mas que nos amemos em todos os modos que a Bíblia diz, incluindo a defesa e a confirmação da verdade das Escrituras como nós a vemos (Efésios 4:15).



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