BIOGRAFIA

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Areia, Paraiba, Brazil
O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É Bacharel em Teologia pelo STEC, Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Licenciando em Letras, com habilitação em Língua Inglesa, pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba). É professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. É professor de Teologia Sistemática no Seminário EMES, em Campina Grande - PB. É Pastor do Quadro de Ministros da AIECB. Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia/PB.

20 de fevereiro de 2013

As quatro regras do método de Descartes


AS QUATRO REGRAS DO MÉTODO DE DESCARTES

Gilson Soares dos Santos

René Descartes, filósofo francês, nascido aos 31 de março de 1596 em La Haye, Touraine, morreu em 11 de março de 1650, é conhecido como o fundador da filosofia moderna. Seu método é chamado de cartesiano, em virtude do seu nome latino, Renato Cartésio. Ele é o criador das regras do método, as quais se apresentam como uma solução que permite reorganizar nossos juízos, separando o que é falso do que é verdadeiro. Vejamos como elas são formuladas.

Primeira regra: a busca da evidência. A primeira regra era a de não aceitar nenhuma coisa como verdadeira se não soubesse com evidência que ela era assim – isto é, consistia em evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção, e compreender em meus juízos apenas aquilo que se apresentava tão clara e distintamente a meu espírito que eu não tivesse nenhuma oportunidade de duvidar.

O que diz esta primeira regra? Sugere que não devemos aceitar nenhuma coisa como verdadeira, se não soubermos que ela, de fato, é assim. Isto quer dizer que somente é aceitável como verdadeiro aquilo que é evidente. É preciso, conforme Descartes, rejeitar tudo como sendo falso até que haja evidência. Aceite somente o que é evidente, tudo o mais é falso ou continuará como falso até que se torne evidente.

Segunda regra: a regra da análise. A segunda regra era a de dividir cada dificuldade que examinasse em tantas parcelas que fosse possível e que fosse requerido para resolvê-la melhor.

O que quer dizer esta regra? É preciso pegar um problema e dividi-lo em parcelas pequenas, quantas forem possíveis, ou seja, divida as dificuldades em dificuldades menores.

Terceira regra: a regra da síntese. A terceira regra é a de conduzir meus pensamentos em ordem, começando pelos objetos mais simples e mais propícios ao conhecimento, para construir, pouco a pouco, como que por degraus, o conhecimento dos objetos mais compostos – supondo, até mesmo, uma ordem entre os objetos que não precedem, naturalmente uns aos outros.

Esta terceira regra afirma que os objetos tomados na regra anterior e divididos em problemas menores, agora são retomados em ordem, que ordem? Dos mais simples aos mais complexos. Pega-se um problema, divide-se em vários problemas menores, em seguida estuda-se estes problemas indo do mais simples ao mais complexo, até que não nos deparemos mais com problemas, mas sim com evidências.

Quarta regra: a regra da revisão completa. A quarta regra diz que, por fim, em todos os casos, é preciso fazer enumerações tão completas e revisões tão gerais que estivesse assegurado de não omitir nada.

Esta quarta regra propõe que seja feita uma revisão de todos os casos. É hora de conferir tudo o que foi realizado.

O método cartesiano tornou-se um dos principais métodos usados nos séculos posteriores, porque muitos pensadores viram nele o poder do racionalismo filosófico.



SUGESTÃO DE LEITURA

Seis filósofos na sala de aula, de Maria Isabel de Magalhães Papaterra Limongi (et al). Berlendis Editores LTDA.