O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Santos, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

29 de julho de 2015

Galeria de Calvinistas (Reformados)

GALERIA DE CALVINISTAS (REFORMADOS)

Pr. Gilson Soares dos Santos

Publiquei em uma postagem anterior uma lista de teólogos, pastores e escritores arminianos, encontrada em um blog cujo editor é da linha arminiana. Agora, quero publicar uma lista de teólogos, pastores e escritores calvinistas, que prefiro chamar de Reformados. O leitor ficará sabendo nomes importantes do calvinismo em todo o mundo e em épocas diferentes, inclusive calvinistas brasileiros. É claro, não dá pra colocar todo mundo aqui. Listei apenas aqueles que fui lembrando.

A lista não é exaustiva, mas pode ser aumentada. Aproveite e anote.

A. A. Hodge
Abraham Kuyper
Alderi Souza de Matos
Alister McGrath
Antonio Carlos Costa
Ashbel Green Simonton
Augustus Nicodemus
Aurivan Marinho
Calvin Gardner
Charles Hodge
Charles Spurgeon
Davi Charles Gomes
D. M. Martin Lloyd-Jones
Franklin Ferreira
George Whitefield
Heber Campos
Heber Campos Jr.
Herminstein Maia
Hernandes Dias Lopes
Idauro Campos
J. I. Packer
João Calvino
John Bunyan
John Knox
John MacArthur Jr.
John Owen
John Stott
Jonas Madureira
John Piper
Jonathan Edwards
Josemar Bessa
Louis Berkhof
Manoel da Silveira Porto Filho
Mark Dever
Mark Driscoll
Martin Bucer
Martinho Lutero
Maurício de Nassau
Mauro Meister
Millard Erickson
Paul Washer
Paulo Júnior
R. C. Sproul
Renato Vargens
Richard Baxter
Robert R. Kalley Kalley
Russel Shedd
Sarah Pounton Kalley
Solano Portela
Theodoro de Beza
Tim Keller
Thomas Goodwin
Ulrico Zwinglio
Vincent Cheung
Wayne Grudem
William Perkins

25 de julho de 2015

Congregacionais: Santos em Areia

CONGREGACIONAIS: SANTOS EM AREIA

Pr. Gilson Soares dos Santos

A Igreja Evangélica Congregacional Monte da Bênção de Areia – Paraíba está fazendo 44 anos de organização eclesiástica. Porém, vale lembrar que o trabalho congregacional aqui em Areia existe desde 1920. Torna-se praticamente impossível relatar todas as bênçãos que Deus concedeu à sua igreja neste lugar, bem como torna-se impossível descrever todas as lutas enfrentadas pelos congregacionais em Areia.

Quero aproveitar o espaço e fazer minha as palavras de Leland Ryken sobre os fiéis puritanos, em seu livro “santos no mundo”, e o aplicarei aos fiéis congregacionais, os santos em Areia.

Primeiro, os fiéis congregacionais mantiveram a integração em suas vidas diárias, integravam-se na única fidelidade de honrar a Deus. Portanto, os verdadeiros congregacionais que pregaram o evangelho em Areia não faziam distinção entre o sagrado e o secular, mas viam a vida como um todo para honrar a Deus.

Segundo, mantiveram a qualidade de sua experiência espiritual. Sempre pregaram que Jesus é central e a Sagrada Escritura, suprema. Os congregacionais legítimos que passaram em solo areiense sempre entenderam que a Escritura era a regra inalterada da santidade.

Terceiro, mantiveram sua paixão pela ação eficaz. Não eram meros sonhadores, mas realizadores das grandes obras de Deus nesta cidade.

Quarto, lutaram sempre pela estabilidade da família. Os fiéis congregacionais priorizaram a família, aplicando os princípios bíblicos da educação crista.

Quinto, aprendemos muito com o senso de valor humano dos fiéis congregacionais. O sentimento de Hamlet “que obra é o homem!” tornou-se também o sentimento dos congregacionais areienses. Viram o homem como criado à imagem de Deus e lutaram para que este homem fosse alcançado de maneira integral.

Sexto, lutaram pelo ideal de renovação da igreja. Os congregacionais não se conformaram com a mesmice, mas mantiveram o ideal de “reforma” da igreja.Quem foi e é congregacional legítimo sabe que a igreja está sempre se reformando. Reformado sim, deformado, jamais. Reforma não significa transmutação.

Os congregacionais areienses, que hoje fazem parte desta igreja, sabem que ainda temos muitos desafios, mas manteremos o padrão de vida puritana que salta das Sagradas Escrituras.

A Deus seja a glória.

25 de junho de 2015

Galeria de Arminianos


GALERIA DE ARMINIANOS

Pr. Gilson Soares dos Santos

Encontrei na linha do tempo, no facebook de uma cristã calvinista um link para um blog arminiano. Resolvi acessar o link e me deparei com uma lista de “A” a “Z” com nomes de teólogos, pastores e escritores arminianos. Achei muito interessante compartilhar a lista. Os créditos, é claro, vão para o autor da postagem. No final você pode conferir o link.



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MINHA LISTA DE ARMINIANOS

Por Paulo Cesar Antunes

Como resposta aos que me pediram: Clovis Goncalves (Perdoe a demora) Luís Felipe Nunes Borduam; Valdemir Pires Moreira.

A lista não é exaustiva, obviamente, e está sujeita a críticas e correções. Se me esqueci de algum nome, entre em contato para eu acrescentá-lo. Além de arminianos clássicos e wesleyanos, há arminianos de quatro pontos (geralmente batistas), proto-arminianos (caso de Menno Simons), arminianos que preferem ser chamados por outro nome (paleo-ortodoxo, caso de Thomas C. Oden), arminianos que acreditam ser calvinistas moderados (caso de Norman L. Geisler). Alguns arminianos certamente me pediriam para tirá-los da lista, caso ficassem sabendo dela (caso de Stanley J. Grenz, se estivesse vivo). Só lamento por eles, não vou tirar Emoticon wink. Pensei em listar, em separado, os nomes dos remonstrantes e dos primeiros pais que se alinharam com o Arminianismo. Fica para uma segunda oportunidade. A lista não foi criada para impressionar as pessoas. A ideia foi reunir nomes de arminianos conhecidos para facilitar as minhas pesquisas. Futuramente pretendo acrescentar mais informações sobre cada nome (aceito sugestões). Por enquanto, só há nome completo, nome pelo qual a pessoa é conhecida e anos de nascimento e morte (quando tenho essas informações).

A. Philip Brown II
Abraão de Almeida (1939-)
Adrio König
Alva Bee Langston (1878-1965)
Aaron Merritt Hills (1848-1935)
Abel Stevens (1815-1897)
Adam Clarke (1762-1832)
Adam Harwood
Adrian Pierce Rogers [Adrian Rogers] (1931-2005)
Aiden Wilson Tozer [A. W. Tozer] (1897-1963) 
Ajith Fernando
Albert Cook Outler [Albert C. Outler] (1908-1989)
Albert Cornelius Knudson (1873-1953)
Albert Nash (1812–1900)
Alexander Campbell
Alexander Duncan Reily (1924-2004)
Alfred Raymond George [A. Raymond George] (1912-1998)
Alvin Carl Plantinga [Alvin Plantinga] (1932-)
Amos R. Binney (1802-1878)
Andrew Wommack
Antonio Gilberto
Archibald Thomas Robertson [A. T. Robertson] (1863-1934)
Arthur Skevington Wood
Austin Fischer
B. J. Oropeza
B. T. Roberts (1823-1893)
Barton W. Johnson [B. W. Johnson] (1833-1894)
Balthasar Hubmaier (1480-1528)
Ben Witherington III (1951-)
Benjamin Field (1827-1869)
Bernhard Johnson Jr. (1931-1995)
Bill T. Arnold
Brenda B. Colijn
Brian J. Abasciano
Brian Zahnd
Bruce A. Little
Bruce L. Shelley
Bruce R. Reichenbach
C. Gordon Olson
C. Stephen Evans (1948-)
Carl Oliver Bangs [Carl Bangs] (1922-2002)
Carlos Augusto Vailatti
Carlos Kleber Maia [Kleber Maia]
Caspar Brandt (1653-1696)
Charles Butler (1750-1832)
Charles Edward White
Charles Gutenson
Charles Jerry Vines [Jerry Vines] (1937-)
Charles John Ellicott [C. J. Ellicott] (1819-1905)
Charles M. Cameron
Charles W. Carter
Charles Wesley (1707-1788)
Christopher C. Chapman
Christopher Potter
Chuck Smith
Ciro Sanches Zibordi
Clarence L. Bence
Claudionor de Andrade
Clive Staples Lewis [C. S. Lewis] (1898-1963)
Conrad Vorstius [Konrad von dem Vorst] (1569-1622)
Craig L. Blomberg
Craig S. Keener
Dale Moody (1915-1992)
Dallas Willard (1935-2013)
Daniel B. Pecota
Daniel Berg (1884-1963)
Daniel Denison Whedon (1808-1885)
Daniel Steele (1824-1914)
David Charles Haddon Hunt [Dave Hunt] (1926-2013)
David A. deSilva
David Baker
David Harold Stern [David H. Stern] (1935-)
David John Alfred Clines [David J. A. Clines] (1938-)
David Lewis Allen
David Pawson (1930-)
David W. Bercot (1950-)
David Wilkerson (1931-2011)
Derek Prince
Donald A. D. Thorsen
Donald C. Stamps
Donald G. Bloesch (1928-2010)
Donald M. Lake
Douglas K. Stuart [Doug Stuart]
Dwight L. Moody (1837-1899)
Earl C. Wolf
Edson de Faria Francisco
Edward Bird
Edward Earl Joiner [Eduardo Joiner]
Edward J. Mullins
Edward McKendree Bounds [E. M. Bounds] (1835-1913)
Elias Soares
Elienai Cabral
Elinaldo Renovato de Lima
Elmer L. Towns
Enéas Tognini
Ergun Michael Caner [Ergun Caner] (1966-)
Eric Hankins
Ernest S. Williams (1885-1981)
Esdras Costa Bentho
Esequias Soares
Étienne de Courcelles (lat: Stephanus Curcellaeus) (1586-1659)
Eugene E. Carpenter
Everett Lewis Cattell (1905-1981)
F. Leroy Forlines
F. Stuart Clarke
Francis Asbury (1745-1816)
Francis Hodgson (1805-1877)
Frank Turek
Franz Delitzsch (1813-1890)
Fred Sanders
Frederic Louis Godet (1812-1900)
French L. Arrington
Fritz Guy (1930-)
Gareth Lee Cockerill
Gary B. McGee
Gary Habermas (1950-)
Gene L. Green
Geoffrey F. Nuttall
George Eldon Ladd (1911-1982)
George L. Bryson
George Lyons
George Mitrovich
George Pretyman Tomline (1750-1827)
George Washington Northurp (1825-1900)
Gerald O. McCulloh
Gilbert G. Bilezikian
Glen Shellrude
Gordon C. I. Wong
Gordon Donald Fee [Gordon Fee] (1934-)
Grant R. Osborne
Greg Laurie
Gunnar Vingren (1879-1933)
Günther H. Juncker
Guy P. Duffield
H. Ray Dunning (1926-)
Halford E. Luccok (1885-1961)
Hendrik Hanegraaff [Hank Hanegraaff] (1950-)
Henry Clarence Thiessen
Henry Clay Sheldon (1820-1877)
Henry Hammond (1605-1660)
Henry Orton Wiley [H. Orton Wiley] (1877–1961)
Henry T. Blackaby
Herbert B. McGonigle
Herman Nicolaas Ridderbos [Herman Ridderbos] (1909-2007)
Herschel Harold Hobbs [Herschel Hobbs] (1907-1995)
Howard A. Snyder
Hugo Grotius (1583-1645)
I. Howard Marshall (1934-)
Israel Belo de Azevedo (1952-)
J. D. Walt
J. Gregory Crofford
J. Matthew Pinson
J. Rodman Willians (1918-2008)
J. Steven Harper [Steven Harper]
J. Vernon McGee
Jack Hayford
Jack W. Cottrell
James Arminius (1560-1609)
James Burton Coffman (1905-2006)
James D. G. Dunn (1939-)
James Dean Strauss [James D. Strauss] (1929-2014)
James K. Beilby
James Leo Garrett, Jr. (1925-)
James Luther Adams
James M. Leonard
James Morison (1816-1893)
James Nichols (1785-1861)
James Porter Moreland [J. P. Moreland] (1948-)
James Richard Joy
James Strong (1822-1894)
Jean Le Clerc (1657-1736)
Jeremy A. Evans
Jeremy Taylor (1613-1667)
Jerry L. Walls
Joannes Tideman
Joel B. Green
Johan van Oldenbarnevelt (1547-1619)
Johann Friedrich Karl Keil [Carl Friedrich Keil] (1807-1888)
Johann Jakob Wettstein (1693-1754)
Johannes Wtenbogaert (1557-1644)
John Carson Lennox [John C. Lennox] (1945-)
John Dickins (1746-1798)
John F. Parkinson
John Goodwin (1594-1665)
John Griffith
John Hales (1584-1656)
John Mark Hicks
John McClintock (1814-1870)
John Miley (1813-1895)
John Milton (1608-1674)
John Norman Davidson Kelly [J. N. D. Kelly] (1909-1997)
John Oswalt
John Overall (1559-1619)
John Plaifere
John Shaw Banks (1835-1917)
John Smyth (1570-1612)
John Telford
John Wesley (1703-1791)
John Wesley Adams
John William de la Fléchère [John Fletcher] (1729-1785)
John William McGarvey [J. W. McGarvey] (1829-1911)
Jonathan Andersen
Jonathan R. Wilson
Jonathan Weaver (1824-1901)
Jorge Pinheiro dos Santos
José Ildo Swartele de Mello [Ildo Mello]
Joseph Agar Beet (1840-1924)
Joseph Benson (1749-1821)
Joseph Kenneth Grider (1921-2006)
Joseph R. Dongell
Joseph S. Wang
Joseph Sutcliffe (1762-1856)
Joshua Ratliff
Justo L. Gonzalez (1937-)
Keith D. Stanglin
Kenneth D. Keathley
Kenneth J. Collins
Kevin Kennedy
Kevin Timpe
Klyne R. Snodgrass
L. Paige Patterson [Paige Patterson] (1942-)
Lancelot Andrewes (1555-1626)
Lars Eric Bergstén [Eurico Bergstén] (1913-1999)
Laurence M. Vance
Laurence Womock [Lawrence Womach/Womack, Daniel Tilenus/Tilenius (pseud.)] (1563-1633)
Lee Strobel (1952-)
Leo George Cox (1912-1997)
Leonard Ravenhill (1907-1994)
Leroy Madison Lee (1808-1882)
Leslie D. Wilcox (-1991)
Louis Chéron
Lourenço Stelio Rega (1953-)
Luke L. Keefer Jr. (1940-2010)
Luther Lee (1800-1889)
Malcolm B. Yarnell III
Manfred Marquardt
Marion Boyd Stokes [Mack B. Stokes] (1911-2012)
Mark A. Ellis
Markus Barth (1915-1994)
Marvin Richardson Vincent [Marvin R. Vincent] (1834-1922)
Matthew P. O'Reilly
Max Lucado (1955-)
Menno Simons (1496-1561)
Michael Green
Michael L. Brown (1955-)
Mildred Olive Bangs Wynkoop (1905-1997)
Miner Raymond
Moses Lowman (1680-1752)
Myer Pearlman
Natanael Rinaldi
Nathan Bangs (1778-1862)
Nathanael Burwash (1839-1918)
Nathaniel M. Van Cleave
Nels Lawrence Olson [Lawrence Olson] (1910-1993)
Norman L. Geisler (1932-)
O. Glenn McKinley
Olin Alfred Curtis (1850-1918)
Orland Spencer Boyer [Orlando Boyer] (1893-1978)
Oswald Chambers (1874-1917)
Paul Copan (1962-)
Paul J. Achtemeier (1927-2013)
Paul R. Eddy
Paul T. Culbertson
Paulo Lockman
Paulo Rodrigues Romeiro [Paulo Romeiro]
Peter Baro (1534-1599)
Petrus Bertius (1565-1629)
Philip Melancthon (1497-1560)
Philip Pugh (1817-1871)
Philip Yancey (1949-)
R. Alan Streett
R. Larry Shelton
Randall G. Basinger
Randal Rauser
Randolph Sinks Foster (1820-1903)
Randy L. Maddox (1953-)
Randy Sawyer
Ravi Zacharias (1946-)
Richard C. H. Lenski (1864-1936)
Richard Cross
Richard D. Land (1946-)
Richard James Foster [Richard Foster, Richard J. Foster] (1942-)
Richard Watson (1781–1833)
Rick Patrick
Robert E. Picirilli
Robert Eugene Chiles (1923-1992)
Robert Lee Shank (1918-2006)
Robert W. Burtner
Roger E. Olson (1952-)
Roger Thomas Forster [Roger T. Forster] (1933-)
Rombout Hogerbeets [Rombout Hoogerbeets] (1561-1625)
Ron F. Hale
Ronnie W. Rogers [Ronnie Rogers]
Russell Henry Stafford
Samuel Chadwick (1860-1932)
Samuel Clarke (1675-1729)
Samuel Fisk
Samuel Loveday
Samuel Wakefield (1799-1895)
Scot McKnight
Silas Daniel
Simon Episcopius (1583-1643)
Simon Patrick (1626-1707)
Stanley J. Grenz (1950-2005)
Stanley M. Hauerwas (1940-)
Stanley M. Horton (1916-2014)
Stephen M. Ashby
Steve Hill (1954-2014)
Steve Seamands
Steve W. Lemke
Steve Witski
Steven L. Hitchcock
Tassos Lycurgo
Terry L. Miethe
Thomas Benjamin Neely (1841-1925)
Thomas C. Oden (1931-)
Thomas Coke (1747-1814)
Thomas Dove (1555-1630)
Thomas Erskine (1788-1870)
Thomas Goad (1576-1638)
Thomas Grantham (1634-1692)
Thomas H. McCall
Thomas Helwys (1550-1616)
Thomas Jackson (1783-1873)
Thomas N. Finger
Thomas Neely Ralston (1806-1891)
Thomas Olivers (1725–1799)
Thomas Osmond Summers (1812–1882)
Thomas Taylor (1738-1816)
Timothy C. Tennent (1959-)
Tremper Longman III
Umphrey Lee (1893-1958)
V. Paul Marston
Valmir Nascimento Milomem Santos
Vernon Carl Grounds [Vernon C. Grounds] (1914-2010)
Vic Reasoner
W. A. Criswell (1909-2002)
W. Brian Shelton
W. E. Vine
Wagner Gaby
Walter Klaiber (1940-)
Walter Sellon
Watchman Nee (1903-1972)
Wayne Cordeiro
Wesley Duewel
Westlake Taylor Purkiser [W. T. Purkiser] (1910-1992)
Wilbur Fisk (1792-1839)
William Arie den Boer [William den Boer] (1977-)
William Ashley Sunday [Billy Sunday] (1862-1935)
William Baxter Godbey (1833-1920)
William Burt Pope (1822–1903)
William Fairfield Warren (1833-1929)
William Franklin Graham Jr [Billy Graham] (1918-)
William G. MacDonald
William Gene Witt
William H. Browning (1805-1873)
William Henry Willimon (1946-)
William Hull
William J. Abraham (1947-)
William Lane Craig (1949-)
William Laud (1573-1645)
William Lowth (1660-1732)
William Marvin Greathouse [William M. Greathouse] (1919-2011)
William Ragsdale Cannon (1916-1997)
William Sanday (1843-1920)
William Taylor (1821-1902)
William W. Menzies [Bill Menzies] (1931-2011)
William W. Klein
Wilson Thomas Hogue (1852-1920)
Zacarias de Aguiar Severa

Encontrado em http://valdemirpmoreira.blogspot.com.br/2015/03/minha-lista-de-arminianos.html , acesso em 24/06/2015.


14 de junho de 2015

Babilônia, Bruno Gagliasso e o mau uso da palavra "censura", na "pena" de Norma Braga


BABILÔNIA, BRUNO GAGLIASSO E O MAU USO DA PALAVRA “CENSURA”, NA “PENA” DE NORMA BRAGA

Pr. Gilson Soares dos Santos

Li no site da Revista Veja, (http://veja.abril.com.br/noticia/entretenimento/bruno-gagliasso-chora-e-ameaca-parar-de-atuar-por-censura-a-babilonia/, acessado em 10/06/2015), sobre o choro do ator Bruno Gagliasso, que, ao receber uma premiação, aproveitou para desabafar e ameaçou deixar de atuar, chateado com o péssimo desempenho da novela “Babilônia” da Rede Globo de Televisão.

Segundo a matéria, o ator culpou os espectadores conservadores pelo péssimo desempenho da novela no ibope. No dia em que li a matéria, no aplicativo da veja no meu celular, pensei em escrever algo a respeito, porém, a Norma Braga escreveu em seu blog, de maneira impecável parte daquilo que eu pretendia escrever. Então, nem preciso mais escrever alguma coisa, somente reproduzir a seguir, na íntegra, o que esta excelente escritora publicou em seu Blog.

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DO MAU USO DA PALAVRA “CENSURA”

Norma Braga

Bruno Gagliasso e outros atores da novela Babilônia, vejam só, acreditam estar sofrendo censura. Mas quem acompanha o imbroglio sabe: tudo o que aconteceu foi que, diante da rejeição maciça de boa parte dos telespectadores ao primeiro capítulo, que mostrava um beijo gay entre duas senhoras, a própria emissora correu atrás para remodelar a história mais ao gosto do senso comum. Se alguém censurou Babilônia, foram seus autores e diretores, a mando do deus Ibope, o principal ídolo da televisão. Vamos lá então, uma palavrinha para Bruno Gagliasso e outros que, como ele, gostam de bancar o mártir de uma pretensa ditadura conservadora: se vocês querem muitos beijos gays, gente nua e o escambau, sugiro largar as novelinhas da Globo e fazer teatro alternativo. Essa, sim, seria uma decisão corajosa. Aliás, teatro alternativo era o que estavam fazendo em 1968 atores como Marieta Severo, André Valli e Rodrigo Santiago, quando foram espancados pelo Comando de Caça aos Comunistas depois da peça Roda Viva - aquilo, sim, foi censura conjugada a violência. Horrenda censura. Não use nem aplauda a palavra em vão, caro elenco de Babilônia. Não desrespeite a memória de seus colegas que realmente sofreram, na pele inclusive, por sua consciência.

Encontrado em http://normabraga.blogspot.com.br/2015/06/do-mau-uso-da-palavra.html, acesso em 14/06/2015.

9 de junho de 2015

Boicotar ou não boicotar: será essa a questão?


BOICOTAR OU NÃO BOICOTAR: SERÁ ESSA A QUESTÃO?

Pr. Gilson Soares dos Santos

Uma empresa de cosméticos e perfumarias lançou um vídeo para sua campanha de dia dos namorados. O comercial, com duração de mais ou menos trinta segundos, mostra casais heterossexuais e homossexuais trocando presentes e carinhos. O comercial foi entendido, por muitos, como um apoio ao movimento LGBT e isto foi o suficiente para que um pastor lançasse uma campanha de boicote contra a empresa e seu comercial, mostrando que isso é uma orquestração para difundir a prática da homossexualidade.

Sabemos que a Bíblia condena veementemente a prática homossexual. Porém, minha pergunta é: Será que boicote resolve o problema da cegueira espiritual das pessoas? Será que boicote vai amenizar o grau de obscuridade na mente daqueles para os quais não resplandeceu a luz do Evangelho? Conforme já pregava nosso irmão congregacional Jonathan Edwards, o pecado controla a vontade humana e altera o julgamento. A concupiscência predispõe a mente do homem para aprovar o pecado e lhe dar nomes bonitos. O mesmo desejo que leva o homem a pecar contra Deus e Sua Palavra é o mesmo que o cegará. A concupiscência leva a mente carnal a inventar desculpas e aprovar o pecado.

Somos livres para boicotar, ou não, a perfumaria no “dia dos namorados”. Mas lembremos de uma coisa: só o “Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”.

2 de junho de 2015

Étienne Gilson: essência e existência no tomismo


ÉTIENNE GILSON: ESSÊNCIA E EXISTÊNCIA NO TOMISMO

Gilson Soares dos Santos

Étienne Gilson foi um historiador da Filosofia Medieval. Nasceu no dia 13 de Junho de 1884, em Paris, e morreu em 19 de Setembro de1978. Foi um dos mais dedicados intérpretes da Filosofia de Agostinho, Abelardo, Dante e São Boaventura, mas principalmente da Filosofia Tomista (Tomás de Aquino).

Segundo o pensamento gilsoniano, o tomismo torna-se interessante porque foi São Tomás de Aquino quem descobriu a chave metafísica que Aristóteles desconhecia, isto é, a distinção entre essência e existência. É claro, não se pode negar o grande avanço do pensamento aristotélico ao distinguir potência e ato, no devir, e matéria e forma, no ser. No entanto, segundo Gilson, Aristóteles não chegou a distinguir entre essência e existência. Essa conquista caberia a São Tomás de Aquino.

Porém, Étienne Gilson entende que Tomás de Aquino só alcançou isto devido a Revelação de um Deus criador. Isto pode ser entendido da seguinte forma: a Filosofia grega vê Deus como aquele que dá forma à matéria; a filosofia tomista, por sua vez, vê Deus como actus essendi.

A essência é a natureza de cada coisa, mas é inerte, vazia. Somente com a intervenção do actus essendi, a existência estendida, é que acontece a concretização da essência. Pensemos segundo o conceito tomista, assim interpretado por Gilson: Um homem, um cavalo, uma árvore são substâncias, porém, nenhum deles é a própria existência, embora eles sejam um homem que existe, um cavalo que existe e uma árvore que existe. Entretanto, recebem de outro a sua existência.

O que isso acrescenta é uma conclusão interessante, segundo o pensamento de Étienne Gilson: todas as coisas que têm essência distinta da existência exigem uma Causa Primeira. Então, de acordo com o pensamento gilsoniano, partindo da teoria de Tomás de Aquino podemos chegar a existência de Deus. Pois somente Deus é a Causa Primeira que existe em si mesma. Aquilo que existe por si mesmo não pode ter uma causa primeira, “é esse ser que nós chamamos Deus.”.

13 de maio de 2015

O que é o "Ouro de Ofir"?

O QUE É O OURO DE OFIR?

Pr. Gilson Soares dos Santos

A gente vê nossos irmãos e irmãs cantando uns para os outros... uns para os outros mesmos... e dizendo “você é precioso, mais raro que o ouro puro de Ofir...”, então você chega e pergunta: irmão o que é o “ouro puro de Ofir”? Qual a resposta que você tem? No mínimo, as respostas serão as seguintes:

- “Sei lá... deve ser alguma coisa boa”;

- “Sabe que eu nunca parei pra pensar nesse ouro de Ofir...”;

- “Ouro de Ofir é o ouro de Ofir”.

- “Ofir era um homem muito rico, cheio de ouro. Tipo... todo “ourinado”.”

- “Ouro de Ofir é uma coisa preciosa... quer dizer, todo ouro é uma coisa preciosa, quem quiser me dar, aceito qualquer tipo de ouro, nem precisa ser de Ofir, kkkkkkk”.

Não estou aqui pra condenar a composição “raridade”, do cantor Anderson Freire, outros pastores já fizeram, até exageraram nos ataques. Tampouco estou aqui para fazer propaganda da canção. Apenas gostaria de falar um pouco sobre o famoso e raro “Ouro de Ofir”.

1 – Versículos sobre o ouro de Ofir

Vamos começar pelos versículos que falam do “Ouro de Ofir”:

I Rs 9.28   “Chegaram a Ofir e tomaram de lá quatrocentos e vinte talentos de ouro, que trouxeram ao rei Salomão.”

I Rs 10.11   “Também as naus de Hirão, que de Ofir transportavam ouro, traziam de lá grande quantidade de madeira de sândalo e pedras preciosas.”

I RS 22.49   “Fez Josafá navios de Társis, para irem a Ofir em busca de ouro; porém não foram, porque os navios se quebraram em Eziom-Geber.”

I Cr 29.4   “três mil talentos de ouro, do ouro de Ofir, e sete mil talentos de prata purificada, para cobrir as paredes das casas;”.

2 Cr 8.18   “Enviou-lhe Hirão, por intermédio de seus servos, navios e marinheiros práticos; foram com os servos de Salomão a Ofir e tomaram de lá quatrocentos e cinqüenta talentos de ouro, que trouxeram ao rei Salomão.

II Cr 9.10   “Os servos de Hirão e os servos de Salomão, que de Ofir tinham trazido ouro, trouxeram também madeira de sândalo e pedras preciosas.”

Jó 22.24 “e deitares ao pó o teu ouro e o ouro de Ofir entre pedras dos ribeiros,”

Jó 28.16 O seu valor não se pode avaliar pelo ouro de Ofir, nem pelo precioso ônix, nem pela safira.”.

Sl 45.9 “Filhas de reis se encontram entre as tuas damas de honra; à tua direita está a rainha adornada de ouro finíssimo de Ofir.”

Sl 13.12   “Farei que os homens sejam mais escassos do que o ouro puro, mais raros do que o ouro de Ofir.”.

Acredito que pela lista de versículos acima já tenhamos uma noção do que é o ouro de Ofir. Porém, muitos dicionários e enciclopédias da Bíblia trazem detalhes sobre o que é Ofir e sobre a raridade e preciosidade do seu ouro.

2 – Identificando o ouro de Ofir na Bíblia

OFIR é o nome de uma localidade, mencionada na Bíblia, onde era possível encontrar uma variedade preciosa de itens, tais como, ouro, madeira, sândalo e outros. Muitos estudiosos acreditam que sua localização é na Arábia do Sul, porém, Jerônimo quando traduziu a vulgata identificou como sendo na Índia. “A palavra Ofir foi usada para descrever ouro de qualidade muito alta. De acordo com 1 Crônicas 29.4, Davi fez uma doação muito grande, o seu tesouro pessoal, que continha 3.000 talentos de ouro (zahab) de Ofir, para ajudar a financiar a construção do templo.”[1]. “A palavra e usada a respeito de um lugar famoso pela alta qualidade de ouro que produzia (ver Jo 28.16). Vários locais entre a África do Sul e a Índia foram sugeridos como o sitio de Ofir, mas o Sul da Arábia parece ser o local mais provável”[2].

3 – Qual o problema de comparar alguém com o ouro de Ofir?

Existem dois caminhos quando comparamos alguém ao Ouro de Ofir, vejamos:

Primeiro: No sentido de preciosidade: Pode-se dizer que a pessoa é tão preciosa ou mais preciosa que o Ouro de Ofir, nesse caso, não se pode usar o texto de Jó 28.12-16, pois naquele texto se fala da sabedoria e não de pessoas. “De acordo com Jo 28.16, a sabedoria não tem preço; seu valor não se compara nem mesmo a jóias ou metais mais preciosos e exóticos, inclusive o ouro (ketem) de Ofir.”[3]

Segundo: No sentido de raridade: Pode-se dizer que a pessoa é tão rara como o Ouro de Ofir. Nesse caso, apenas uma vez a Bíblia usa a raridade do ouro de Ofir para comparação. É o que está em Isaías 13.9-12 que fala do Dia da ira do Senhor, quando Deus castigará o mundo por causa de sua maldade e os perversos por causa de sua iniquidade. Nesse tempo, da ira do Senhor, será mais fácil encontrar o ouro de Ofir do que encontrar um homem, pois Deus abaterá a soberba dos violentos. Preste atenção no verso 12 “farei que os homens sejam [...] mais raros do que o ouro de Ofir”. “Quando Javé vier castigar os arrogantes, cruéis e ímpios do mundo inteiro (não apenas os babilônios; cf. Skinner, 105, 107-8; Wright, 53-54; Watts, 197-200 [contra Kissane, 154]), haverá um massacre tão disseminado que a raça humana será exterminada quase por completo; os seres humanos serão mais raros até do que o ouro (ketem) de Ofir (Is 13.12).”[4]

Pelo menos, agora sabemos alguma coisa sobre o tão famoso “ouro de Ofir”.


[1] VANGEMEREM, Willem A. (org.). Novo Dicionário de Teologia e Exegese do Antigo Testamento. Vol. 2. 2011: Cultura Cristã. p.313.
[2] Idem.
[3] Idem.
[4] Idem.

1 de maio de 2015

Quebrando a dicotomia "sagrado-secular" do trabalho

QUEBRANDO A DICOTOMIA ‘SAGRADO-SECULAR” DO TRABALHO

Pr. Gilson Soares dos Santos

Hoje, dia 01 de maio, é Dia do Trabalho (ou Dia do Trabalhador). Sobre essa questão, quero aproveitar o nosso espaço para retomar a posição Luterana, Calvinista e Puritana que quebra a dicotomia “sagrado-secular” do trabalho.

Martinho Lutero derrubou a ideia de que os pastores, as missionárias ou outros ministros realizam trabalho mais santo do que a dona de casa e o comerciante. Calvino, por sua vez, seguiu a mesma posição de Lutero. William Tyndale, um puritano, disse que “há uma diferença entre lavar a louça e pregar a Palavra de Deus; mas no tocante a agradar a Deus; nenhuma em absoluto...”. Para os verdadeiros puritanos “cada passo e aspecto do seu ofício é santificado.”

Muita gente pensa que o trabalho de um pastor deve exigir mais santidade do que o trabalho de um professor universitário. Muitos acham que o trabalho de um ministro do evangelho deve ser mais santo do que o ofício de um dentista, psicólogo, professor, dona de casa, etc. É engano pensar assim, pois o cristão é santo em qualquer ofício, honesto em qualquer trabalho, verdadeiro em qualquer lugar.

Não importa o trabalho que você exerce, Deus deve ser glorificado nele. Deus deve ser glorificado pela sua maneira de trabalhar. Faça tudo com seriedade e honestidade. Faça tudo para a glória de Deus, pois todo trabalho é santo.

Feliz Dia do Trabalho - Feliz Dia do Trabalhador!

22 de abril de 2015

Um pequeno estudo sobre a origem da alma humana

UM PEQUENO ESTUDO SOBRE A ORIGEM DA ALMA HUMANA

Pr. Gilson Soares dos Santos

     Começo este post com a seguinte pergunta: Nossa alma já existia antes de nascermos aqui no mundo? Deus cria nossa alma no momento da concepção? O corpo do pai e da mãe se unem para formar o corpo da criança, será que a alma do pai se une à alma da mãe para formar a alma da criança?

Com relação à origem da alma no homem, existem três correntes diferentes. Vejamos:

I.                – A Teoria Preexistencialista

“Alguns teólogos especulativos, dentre os quais Orígenes, Scotus Erigena e Júlio Mueller são os mais importantes, defendiam a teoria de que as almas dos homens existiam num estado anterior, e que certas ocorrências naquele primeiro estado explicam a condição em que essas almas se acham agora. Orígenes vê a atual existência material do homem, com todas as suas desigualdades e irregularidades morais e físicas, como um castigo pelos pecados cometidos numa existência anterior. Scotus Erigena também sustenta que o pecado deu entrada no mundo da humanidade no estado pré-temporal, e que, portanto, o homem começa a sua carreira na terra como pecador. E Júlio Mueller recorre a teoria, com o fim de conciliar as doutrinas da universalidade do pecado e da culpa individual. Segundo ele, cada pessoa necessariamente deve ter cometido pecado voluntário naquela existência anterior.”[1].

II.                – A Teoria Traducionista

“De acordo com o traducionismo, as almas dos homens são reproduzidas juntamente com os corpos pela geração natural e, portanto, são transmitidas pelos pais aos filhos. Na Igreja primitiva Tertuliano, Rufino, Apolinário e Gregório de Nissa  eram traducionistas.  Desde os dias de Lutero o  traducionismo  tem  sido  o  conceito  geralmente  aceito pela Igreja Luterana. Entre os reformados (calvinistas), tem o apoio de H.B. Smith e Shedd. A. H. Strong também tem preferência por ele.”[2]

            Vejamos quais são os argumentos dos traducionistas:

“Vários argumentos são aduzidos em favor dessa teoria. (1) Alega-se que é favorecida pela descrição bíblica segundo a qual (a) Deus uma única vez soprou nas narinas no homem o fôlego de vida, e depois deixou que o homem reproduzisse a espécie, Gn 1.28; 2.7; (b) a criação da alma de Eva estava incluída na de Adão, desde que se diz que ela foi feita “do homem” (1 Co 11.8), e nada se diz acerca da criação da sua alma, Gn 2.23; (c) Deus cessou a obra de criação depois de haver feito o homem, Gn 2.2; e (d) afirma-se que os descendentes  estão  nos  lombos* dos  seus  pais,  Gn  46.26;  Hb  7.9,10.  Cf.  também  passagens como Jo 3.6; 1.13; Rm 1.3; At 17.26. (2) tem o apoio da analogia da vida vegetal e animal, em que o aumento numérico é assegurado, não por um número continuadamente crescente de criações imediatas, diretas, mas pela derivação  natural  de  novos  indivíduos  de um tronco paterno.  Cf., porém, Sl 104.30. (3) A teoria procura também apoio na herança de peculiaridades mentais e tipos familiais,  tantas  vezes  tão  notórios e  notáveis  como  semelhanças  físicas,  que  não podem ser explicados pela educação ou pelo exemplo, desde que se evidenciam mesmo quando seus pais não  vivem para criar os seus filhos.  (4) Finalmente, ela parece oferecer a melhor base  para a explicação da herança da depravação moral e espiritual, que é assunto da alma, e não do corpo. É muito comum combinar o traducionismo com a teoria realista para explicar o pecado original.”[3].

III.                – A Teoria Criacionista

“Para este modo de ver, cada alma individual deve ser considerada como uma imediata criação de Deus, devendo a sua origem a um ato criador direto, cuja ocasião não se pode determinar com precisão. A alma é, supostamente, uma criatura pura, mas unida a um corpo depravado. Não significa necessariamente que a alma é criada primeiro. Separadamente do corpo, corrompendo-se depois pelo contato com o corpo, o que pareceria pressupor que o pecado é algo físico. Pode simplesmente significar que a alma, conquanto chamada à existência por um ato  criador  de  Deus,  é,  contudo,  pré-formada  na  vida  física  do  feto,  isto  é,  na  vida  dos  pais  e, assim, adquire a sua vida não acima e fora daquela complexidade de pecado que pesa sobre toda a humanidade, mas debaixo dessa complexidade e nela.”

Vejamos os argumentos usados pela teoria criacionista:

“São as seguintes, as mais importantes considerações em favor dessa teoria: (1) mais coerente com as descrições gerais da Escritura, que o traducionismo. O relato original da criação indica marcante distinção entre a criação do corpo e a da alma. Aquele é tomado da terra, ao passo que esta vem diretamente de Deus. Esta distinção se mantém através de toda a Bíblia, onde o corpo e a alma não somente são apresentados como substâncias diferentes, mas também como tendo origens diferentes, Ec 12.7; Is 42.5; Zc 12.1; Hb 12.9. Cf. Nm 16.22. Da passagem de Hebreus, mesmo Delitzch, apesar de traducionista, diz: “Dificilmente poder haver um texto-prova mais clássico em favor do criacionismo”. (2) claramente mais coerente com a natureza da alma humana, que o traducionismo. A natureza imaterial e espiritual e, portanto indivisível, da alma do homem, geralmente admitida por todos os cristãos, é expressamente reconhecida pelo criacionismo. Por outro lado, o traducionismo defende uma derivação da essência que, como geralmente se admite, necessariamente implica separação ou divisão da essência. (3) Evita os perigos latentes que corre o traducionismo na área da cristologia, e faz maior justiça à descrição escriturística da pessoa de Cristo. Ele foi verdadeiro homem, possuindo verdadeira natureza humana, corpo real e alma racional, nasceu de mulher, fez-se semelhante a nós em todos os pontos – e, todavia, sem pecado. Diversamente de todos os outros homens, Ele não participou da culpa e corrupção da transgressão de Adão. Isso foi possível porque Ele não compartiu a mesma essência numérica que pecou em Adão.”[4].

   É só um começo para que você possa estudar mais sobre o assunto.

     Se quiser uma aula em vídeo sobre o assunto, é só acessar o vídeo abaixo:




[1] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Campinas: Luz Para o Caminho. 1990. p.188
[2] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Campinas: Luz Para o Caminho. 1990. p.188.
[3] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Campinas: Luz Para o Caminho. 1990. p.189.
[4] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Campinas: Luz Para o Caminho. 1990. p.190.