O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

18 de maio de 2016

Domingo da Igreja Perseguida - DIP - Versão 2016

DOMINGO DA IGREJA PERSEGUIDA – DIP – VERSÃO 2016

Pr. Gilson Soares dos Santos

O Domingo da Igreja Perseguida, ou simplesmente DIP, é um dia de intercessão pelos cristãos perseguidos ao redor do mundo. As estatísticas mostram que existem cerca de 100 milhões de cristãos enfrentando algum tipo de perseguição por causa da sua fé em Cristo.

O DIP (Domingo da Igreja Perseguida) é um evento idealizado pelo fundador da Missão Portas Abertas (Clique aqui para ir ao Site de Portas Abertas), o irmão André, cujo propósito é servir aos cristãos perseguidos e, ao mesmo tempo, conscientizar a igreja brasileira sobre a perseguição, levantando um exército de intercessores pelos crentes perseguidos. O evento vem acontecendo em diversas igrejas no Brasil, desde 1988.

Este ano (2016) o DIP acontecerá no próximo dia 22 de Maio, e tem como tema: “ESPERANÇA PARA A IGREJA NO IRAQUE E NA SÍRIA”. Nesse dia, milhares de cristãos em todo o Brasil estarão orando em favor dos nossos irmãos e irmãs no Iraque e na Síria.

A Igreja Evangélica Congregacional na cidade de Areia - Paraíba, pastoreada pelo Pr. Gilson Soares dos Santos, é uma das 7607 igrejas cadastradas que participam do evento. No próximo dia 22, durante todo o domingo, estaremos em atividades de edificação, conscientização, oração e intercessão pelos cristãos no Iraque e na Síria.

Transcrevemos a seguir os propósitos do DIP deste ano. Para isto, recorremos ao que está no Site do DIP (Clique aqui para ir ao tema do DIP).



TEMA DIP 2016

Atualmente, o extremismo islâmico é de longe a mais significativa fonte de perseguição no mundo. 80% dos países listados pela Classificação da Perseguição Religiosa 2016 são afetados por esse tipo de perseguição, que pode vir dos governos, das comunidades e até mesmo das próprias famílias.

A guerra civil na Síria (luta entre o regime de Bashar Assad e rebeldes), e o crescimento do grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico no Iraque e também na Síria, têm forçado milhares de cristãos a fugir em busca de um lugar de paz. O extremismo islâmico no Oriente Médio é responsável pela maior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial, e tem deixado a comunidade cristã sem muitas esperanças quanto ao futuro. Segundo estimativas, 11 milhões de sírios -­ metade da população -­ morreram ou fugiram do conflito desde 2011.

Todos os dias, vemos e ouvimos nos meios de comunicação histórias de refugiados, e sabemos que eles precisam de nossa ajuda e de nossas orações. É por esse motivo que convidamos você a orar para que o Evangelho continue sendo proclamado ali e para que a esperança em Jesus continue viva no coração dos cristãos.

A Portas Abertas tem apoiado igrejas a permanecer e pessoas a sobreviver e brilhar a luz de Cristo em meio à escuridão, através de apoio emergencial, aconselhamento pós-trauma, distribuição de Bíblias e materiais cristãos e treinamento de líderes. Mas nossas orações são fundamentais. Junte sua voz para orar e falar por nossos irmãos e irmãs no Iraque e na Síria.

Aproveite essa oportunidade para interceder por nossa família perseguida. Ajude a manter a esperança viva.

Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração. Romanos 12.12

Esperança para a igreja no Iraque e Síria

14 de maio de 2016

Primeiro ato do presidente interino Michel Temer, um culto ecumênico: já começou mal


PRIMEIRO ATO DO PRESIDENTE INTERINO MICHEL TEMER, UM CULTO ECUMÊNICO: JÁ COMEÇOU MAL

Pr. Gilson Soares dos Santos

Qual foi o primeiro ato do presidente Temer (PMDB) ao pisar no gabinete presidencial do Palácio do Planalto? um culto ecumênico. Podemos encontrar a matéria publicada pela Revista Veja Online (para ler a matéria clique aqui). Pois é, já começou mal.

O presidente Michel Temer convidou para celebrar o culto ecumênico os pastores Silas Malafaia (Assembleia de Deus Vitória em Cristo), Samuel Ferreira (Assembleia de Deus do Brás), Marco Feliciano (Catedral do Avivamento), Missionário Olímpio (Igreja Mundial de Valdomiro Santiago). Na celebração estavam líderes de outras igrejas, Dom Edgar Madi (Igreja Católica), Dom Damaskinos Mansur (Igreja Católica Ortodoxa) e crentes neopentecostais. Todos juntos (católicos, assembleianos e neopentecostais) rezaram o Pai Nosso, fizeram leituras de passagens da Bíblia e impetraram a “bênção” sobre Temer.

Talvez o leitor ache estranho que eu, sendo pastor, afirme que o novo gestor do nosso país tenha começado mal ao encomendar um Culto. O problema não é o culto. Temos dois problemas aqui: o ecumenismo e as figuras evangélicas convidadas para a celebração do culto.

Ecumenismo é a bandeira dos pastores e teólogos liberais. Qualquer pastor cristão que se preza sabe que Deus nunca aprova a união ecumênica defendida pela teologia liberal. Todo pastor, que é realmente servo do Deus Altíssimo, jamais aceita unir a Mesa do Senhor com a mesa da incredulidade. Para o verdadeiro pastor não há união espiritual entre católicos e protestantes, pois pregam doutrinas diametralmente opostas, estando separados pela tradição, pela história e pelas doutrinas, principalmente a justificação pela fé. Talvez alguém venha objetar dizendo que eles estavam ali para abençoar o novo governo. Deus, de acordo com a Sua Palavra, não aceita a bênção de sacerdotes que não tem compromisso com Ele.

Os pastores que foram abençoar o novo executivo já demonstraram que tipos de crentes são. Qualquer Ministro do Evangelho que participa de culto ecumênico não tem de Deus a aprovação para abençoar ninguém. Todos sabemos que pastores como Silas Malafaia e outros vem se distanciando cada vez mais da Palavra, abraçando doutrinas que não se sustentam à luz das Escrituras Sagradas e práticas divorciadas do Evangelho. Isso explica porque aceitaram cultuar em comunhão com bispos católicos e crentes neopentecostais.

Tempos difíceis estão por vir. Precisamos orar pelo nosso Brasil, pois a manobra de Michel Temer (e esse culto ecumênico, prá mim, é manobra política) não salvará o país de dias turbulentos que estão por vir. Precisamos orar para que Deus levante pastores que sejam fiéis à genuína doutrina cristã tão defendida pela Reforma Protestante, doutrinas estas que pastores, com más intenções, tentam jogar no lixo.

Oremos pelo Brasil, oremos por Dilma Rousseff, oremos por Michel Temer, oremos por pastores comprometidos com o Reino de Deus.

1 de maio de 2016

Dia do Trabalho: um pequeno Trabalho sobre o Trabalho


DIA DO TRABALHO: UM PEQUENO TRABALHO SOBRE O TRABALHO

Pr. Gilson Soares dos Santos

Hoje é Dia do Trabalho. Hoje é Dia do Trabalhador. Fiz uma pequena consulta a Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã e encontrei esse verbete sobre o Trabalho. Aproveito para postá-lo aqui.

 --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

TRABALHO

Em todas as partes da Bíblia há muitas referências ao trabalho, sendo que as palavras usadas para designá-lo são divididas em duas classes. Há o termo que não tem nenhuma implicação moral nem física, como, por exemplo, quando Deus trabalha na Criação, ou quando há uma referência geral aos trabalhos do homem nesta vida. bfíS'ká (Gn 2.2; Ex 20.9; 1 Cr 4.23; Ag 1.14) emaaèeh (Gn 5.29; Ex 5.13; Pv 16.3; Ec 1.14) em hebraico e ergon em grego são as palavras usuais empregadas com esse propósito. Há, no entanto, outras palavras - /®g/a' (Gn 31.42; Dt 28.33; SI 128.2; Is 55.2; Ez 23.29) e (SI 90.10; Ec 1.3; 2.10; Jr 20.18) no AT, e kopos no NT (Mt 11.28; Jo 4.38; 1 Co 4.12; 15.58; 1 Ts 1.3; 2 Ts 3.8) que subentendem canseira, luta e tristeza.

O trabalho e a labuta nunca são considerados maus em si mesmos; pelo contrário, são considerados a ocupação mental do homem no mundo. Mesmo no seu estado de inocência, 0 homem, como o ápice da Criação, o representante de toda a Criação diante de Deus (Gn 2.15ss.), recebeu o trabalho para realizar como parte da sua existência normal. Esse fato é contrário a boa parte do pensamento moderno que adota a atitude de que o homem deve considerar o trabalho como coisa maligna que precisa, se possível, ser evitado.

A Bíblia repete continuamente, ao mesmo tempo, que o pecado do homem corrompeu e degradou o trabalho. Gn 3.17-18 declara especificamente que o trabalho, por causa do pecado, muda de caráter e se torna a causa da desintegração física final do homem. Parece ser essa a razão pela qual o trabalho, em trechos subsequentes da Bíblia, frequentemente incorpora a idéia da fadiga. De fato, é esse o tema de Eclesiastes, onde o pregador declara que todo o trabalho que 0 homem realiza debaixo de sol é vaidade. O homem, sendo pecador, trabalha visando exclusivamente alvos mundanos, e o resultado é um senso de frustração e desespero, porque ele acabará desaparecendo desta terra e seu trabalho com ele (Ec 2). Somente quando ele interpretar o seu trabalho à luz da eternidade é que sua compreensão desse fato irá mudar.

Porém, mesmo o homem pecaminoso possui grandes dons e capacidades com que pode subjugar e usar o mundo físico. Em Ex 31.1ss.; Jz 3.10 (cf. também Is 45); e muitos outros lugares é declarado que o Espírito Santo dá essas capacidades aos homens. Além disso, é declarado que certos personagens no AT receberam dons especiais de Deus que os qualificariam para realizar o seu trabalho: os Juizes, Saul e até mesmo o rei pagão Ciro (Jz 3.10; 1 Sm 10.6-7; Is 45). Os escritores do NT subentendem o ponto de vista do AT, mas 0 ressaltam especificamente em conexão com os dons e as capacidades que os membros da igreja possuem (1 Co 12; Ef 4.11 ss.). Além disso, enfatizam continuamente que Deus chama todos os homens para trabalhos e posições na vida por meio dos quais devem servi-IO. Embora essa doutrina apareça no AT, como no caso de Ester (Et 4.13-14), 0 apóstolo Paulo a repete com grande freqüência nos seus escritos (Ef 6.5ss.; 1 Tm 6.1-2; Fm).

O trabalho, no entanto, mesmo quando um homem é ricamente dotado, não poderá ser outra coisa senão algo vazio em última análise, a não ser que ele reconheça que o seu verdadeiro propósito é glorificar a Deus. Paulo deixa bem clara essa doutrina ao falar tanto aos servos como aos senhores (Ef 6.5ss.; 1 Tm 6.1-2), resumindo tudo nas suas instruções aos cristãos: “sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11) e na sua exaltação: "Fazei tudo para a glória de Deus" (1 Co 10.31).
           
Na prática, esse conceito de trabalho significa que o cristão sempre deve considerar o seu trabalho como uma tarefa divinamente determinada, na qual, ao cumprir a sua vocação, está servindo a Deus. Dele é exigido, portanto, que seja honesto e diligente em tudo quanto fizer, quer seja empregado, quer seja patrão. É essa a lição central na Parábola dos Talentos (Mt 25.15). Se ele for empregado, terá de ser fiel e obediente, fazendo todas as coisas como ao Senhor (Ef 6.5ss.), ao passo que, se for patrão, Deus colocará sobre ele a responsabilidade de tratar os empregados com justiça e consideração. Deve pagá-los adequadamente e não defraudá-los do seu salário, “porque digno é o obreiro do seu salário” (Lv 19.13; Dt 24.14; Am 5.8ss.; Lc 10.7; Cl 4.1; Tg 5.4-5). Todo o trabalho honesto, portanto, é honroso e deve ser realizado como uma comissão divina para a glória eterna de Deus (Ap 14.13).

W. S. REID

FONTE:
ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Nova. Volume Único. 2009. p.545.