O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

18 de janeiro de 2015

Férias 2015


FÉRIAS 2015

Pr. Gilson Soares dos Santos

Queridos e queridas que acompanham o meu blog, neste mês de Janeiro estou em férias, portanto, voltarei a publicar a partir do dia 05 de Fevereiro.

Grande abraço a todos sob as bênçãos do nosso Senhor Jesus Cristo.

10 de janeiro de 2015

Evangelização Reformada na Prática


EVANGELIZAÇÃO REFORMADA NA PRÁTICA

Começarei com esse texto uma série de estudos que desenvolverão o tema da Evangelização. Pretendo trabalhar com assuntos práticos, em como aplicar a Teologia Reformada da Evangelização em métodos evangelísticos, e usá-los de fato! Peço a sua compreensão para um uso que creio ser correto: 'Missões' e Evangelização são palavras sinônimas, na perspectiva bíblica, e assim eu usarei.

1. O OBJETIVO DA IGREJA

Em um primeiro momento, precisamos deixar claro que evangelização é uma obrigação de todos os cristãos. O texto base dessa afirmação é I Pedro 2.9. A passagem diz que o que a Igreja é;raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, ela o é para um fim especifico:“proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”

Tudo o que a Igreja é, ela o é para evangelização. Nesse ponto, a Igreja só glorifica a Deus corretamente se ela for uma igreja evangelizadora. Fora desse foco, a Igreja vira clube, ‘roda de amigos’, lugar de religiosos, menos A Igreja de Jesus Cristo.

2. OBJETIVO NÃO COMPARTILHADO

O problema de muitas igrejas é que essa consciência não é primeiramente compartilhada pelos líderes. Depois, não compartilhada pelos membros, ou vice versa. Compartilhar não é apenas passar para frente algo que você recebeu, subentende que você ‘partilhou’ daquilo também – “compartilhar”.

Existem pessoas fãs de missões, falam de missões, divulgam missões, mas não mais que isso. Não se envolvem de maneira prática e integral. Talvez financiem, talvez orem, mas nunca fazem missões. A evangelização é algo que sabem que existe e que é necessária, mas este saber resulta em nada. Alguns até sabem que é uma ordem, mas preferem viver em desobediência (I Co 9.16,17)

O Cristão, que não evangeliza pode roubar e trair a cônjuge a qualquer hora, visto que é infiel em uma parte, poderá ser infiel em outras. Isso é duro, e é para ser mesmo. Se após dizer ‘todo poder foi me dado, ide portanto’, Jesus continua sendo desobedecido pelo cristão e pastor local, que diferença fará desobedecer o ‘não roubarás ou não adulterarás’?

Nem vem achar que ficar atrás de blogs, falando e participando de encontros de missões, fará você ser um evangelista. Na época dos apóstolos nunca o envio de uma carta substituía a comunicação pessoal na evangelização. Era isso TAMBÉM... [a não ser que perseguição o impeça]. Se o pastor deixar de evangelizar em seus sermões, em suas visitas, nas programações de evangelismo, em seus textos, etc. ele continua sendo um pastor incompleto.

Portanto, compartilhe o objetivo (a visão, a filosofia ministerial, qualquer que seja o termo!).

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS COERENTES COM A BÍBLIA

É difícil encontrar um método evangelístico que se encaixe perfeitamente no sistema Reformado. Em um ou outro ponto haverá um entrave com o sistema, visto que o método está, por várias vezes, comprometido com a ‘teologia’ do que o inventou. Mas creio que todo método que pregue o Evangelho (At 20.27) pode ser usado por um Reformado. E é possível adaptar todo o método ao sistema Reformado de maneira satisfatória.

O método deve incluir:
 A Soberania de Deus, o estado do Homem e seu destino diante da Pessoa e Obra de Cristo, a saber: céu ou inferno. Podemos garantir que a 1) evangelização pessoal, 2) o programa de discipulados, 3) a pregação tradicional e 4) os grupos pequenos, são ambientes que proporcionam seguramente, sob o poder do Espírito, a inclusão daquilo que é essencial na evangelização.

Desses métodos e estratégias, o mais difícil é a evangelização pessoal. Não tentarei ‘produzir’ uma conversa fictícia evangelística, visto que essas talvez nunca acontecerão em seu caso. Por isso, tenha sempre em mente algumas coisas:

·         Conduza qualquer conversa a uma reflexão diante de Deus. Por exemplo: quando seu amigo te falar das diversões imorais, pergunte a ele "o que ele acha do que Deus acha dessas diversões imorais!?" Pronto!!! Você iniciou uma evangelização Reformada. Daí para frente é só entrar nos outros pontos essenciais da evangelização – Homem e Cristo, visto que já mostrou a Soberania de Deus, entrando em detalhe diante de alguma lei divina.

·         Memorize três textos Bíblicos: Não existe necessidade de você usar um exemplar da Bíblia. Também não é proibido! Diga um texto a respeito do assunto, e desenvolva o tema: Deus – Homem - Cristo. Evite palavras que identifiquem o autor humano. Por exemplo: ‘Paulo disse’. Diga a 'Palavra de Deus diz', 'Deus diz em Sua Palavra', 'Está escrito na Bíblia', etc.

·         Você deve forçar, por meio de argumentação Bíblica, que ele tome uma decisão. Nenhuma evangelização deve deixar o claro aspecto de que o evangelizado está diante de um confronto, em que ele continuará ou não sendo inimigo de Deus (II Co 5.20). Quando eu disse tomar uma decisão, não é por um sim ou por um passo. Mas uma decisão de se submeter ao Deus Soberano mediante Cristo. Sabemos que essa decisão só será tomada positiva e corretamente, se o Espírito assim o quiser (I Co 12.3). Mas como diz um professor do IBEL – “a administração do Reino é com o Espírito, o marketing é nosso!”.



Extraído do Blog: http://mcapologetico.blogspot.com.br/2013/06/evangelizacao-reformada-na-pratica.html.

7 de janeiro de 2015

De "A" a "Z" - Ping Pong com Millard Erickson


DE “A” A “Z” – PING PONG COM MILLARD ERICKSON

Pr. Gilson Soares dos Santos

Estive fazendo uma pesquisa no “Dicionário Popular de Teologia”, de autoria de Millard Erickson. Me veio uma ideia: postar um “ping pong” com Erickson sobre alguns dos assuntos do Dicionário e a definição dada pelo autor.

Então, para você leitor, bom proveito!

GILSON: Agnóstico?

ERICKSON: Literalmente, “aquele que não sabe”; de modo geral, pessoa que professa incerteza sobre a existência de Deus.

GILSON: Batismo?

ERICKSON: Ato de iniciação cristã no qual se aplica água à pessoa por imersão, efusão ou aspersão.

GILSON: Cinco Pontos do Calvinismo?

ERICKSON: Cinco tópicos da visão calvinista da salvação: depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, graça irresistível e perseverança dos santos. Derivam dos cânones adotados pelo Sínodo de Dort. Em inglês, as iniciais desses cinco pontos formam a palavra tulip.

GILSON: Determinismo?

ERICKSON: Crença de que tudo o que acontece foi causado e fixado de maneira imutável.

GILSON: Escatofobia?

ERICKSON: Temor ou fuga do estudo ou da discussão sobre as últimas coisas.

GILSON: Fundamentalismo?

EIRCKSON: Movimento teológico conservador que teve início nos Estados Unidos no final do século XIX e continuou a exercer grande influência durante o século XX. Insistia que certas doutrinas básicas ou “fundamentos” devem ser preservados, como a inerrância das Escrituras e o nascimento virginal de Cristo. Nos últimos anos, o termo passou a ser associado a uma mentalidade particular de separação, legalismo e até mesmo obscurantismo.

GILSON: Graça Comum?

ERICKSON: Graça estendida a todas as pessoas por meio da providência geral de Deus, como a provisão de sol e chuva para todos. No pensamento de John Wesley, o termo pode referir-se à graça preveniente que vem sobre todas as pessoas e as restaura a um ponto no qual sejam capazes de crer.

GILSON: Homilética?

ERICKSON: Ciência e arte de preparação e pregação de sermões.

GILSON: Igreja Congregacional?

EIRCKSON: Igreja OU grupo de igrejas que pratica a forma congregacional de governo eclesiástico.

GILSON: Jeová?

ERICKSON: Forma equivocada de pronunciar o Tetragrama Sagrado YHWH.

GILSON: Kantismo?

ERICKSON: Filosofia baseada em Immanuel Kant, particularmente uma epistemologia que julga que todo conhecimento deriva seu conteúdo da experiência sensorial, enquanto sua estrutura ou forma são derivadas das categorias de compreensão intelectual encontradas na mente humana.

GILSON: Laicato?

ERICKSON: De uma palavra grega que significa “povo”, uma referência a todo o povo de Deus. Contudo, o termo passou a se referir àqueles que não são especialmente separados ou ordenados ao ministério.

GILSON: Metanarrativa?

ERICKSON: Explicação abrangente ou história que afirma ser universal em sua verdade.

GILSON: Neopentecostalismo?

ERICKSON: Movimento carismático surgido em meados do século XX, com a pretensão de suavizar a rigidez e as exigências normativas do pentecostalismo clássico, mas sem abrir mão dos dons miraculosos. Voltou-se sobretudo para a classe média, enfatizando a teologia da prosperidade e a batalha espiritual.

GILSON: Ontologia?

ERICKSON: O estudo do ser.

GILSON: Patripassianismo?

ERICKSON: Ideia de que, na verdade, o Filho era Deus Pai manifestado numa forma diferente e, portanto, o Pai sofreu e morreu na cruz na pessoa do Filho.

GILSON: Quiliasmo?

ERICKSON: Crença no milênio terreno; em particular, nos primeiros séculos da igreja, um pré-milenarismo que defendia uma visão bastante viva e criativa das condições durante o milênio.

GILSON: Racionalista?

ERICKSON: Aquele que enfatiza o papel da razão.

GILSON: Semipelagianismo?

ERICKSON: Posição doutrinária desenvolvida durante o século V e início do século VI por pessoas que não queriam adotar a visão de Pelágio nem a de Agostinho. O termo semipelagianismo, que foi cunhado no século XVI para descrever essa posição intermediária, é às vezes aplicado ao arminianismo.

GILSON: Teologia Federal?

ERICKSON: Escola de pensamento teológico, especialmente identificada com Johannes Cocceius (1603-1669). Sustentava que Adão representou a raça humana na aliança de obras estabelecida por Deus.

GILSON: União Mística?

ERICKSON: De acordo com os místicos, união entre o homem e Deus que transcende a compreensão comum do relacionamento entre o cristão e Deus. Alguns místicos acreditam que essa união é perpétua, e outros, que seja intermitente.

GILSON: Vulgata?

ERICKSON: Do latim, “divulgada”, “dada ao público”. Tradução da Bíblia dos idiomas originais (hebraico e grego) para o latim feita por Jerônimo entre 340 e 420 d.C.

GILSON: Wesleyanismo?

ERICKSON: Teologia baseada nos ensinamentos de John Wesley. Arminiano em sua orientação, enfatiza a graça preveniente (pela qual Deus restaura todas as pessoas ao instante em que são capazes de crer) e a possibilidade de santificação total ou perfeição.

GILSON: Xilolatria?

ERICKSON: Adoração prestada a ídolos de madeira.

GILSON: YHWH?

ERICKSON: As quatro letras em hebraico relativas ao nome do Deus de Israel; também conhecidas como Tetragrama.



OBSERVAÇÃO: Definições extraídas do DICIONÁRIO POPULAR DE TEOLOGIA, de autoria de Millard J. Erickson, publicado pela Editora Mundo Cristão.