O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

23 de novembro de 2012

Como Evangelizar o Mundo Sem Fazer Nada


COMO EVANGELIZAR O MUNDO SEM FAZER NADA

Pr. Gilson Soares dos Santos

     Gostou da chamada acima? É um título bem interessante e atraente. Afinal, talvez muita gente esteja mesmo em busca de um método que lhes facilite a evangelização. Pelo menos, para aqueles que fazem parte da "comunidade sentada à beira do caminho e preguiçosa", evangelizar sem fazer nada é parecido com a proposta "ganhe dinheiro sem fazer nada" ou "ganhe dinheiro sem sair de casa".

     O que pretendo no post de hoje é remeter os leitores deste blog à um artigo de Raniere Maciel Menezes que trata da evangelização.

       Para ler, clique no link abaixo:


22 de novembro de 2012

Aprendendo Sobre Dízimos e Ofertas


APRENDENDO SOBRE DÍZIMOS E OFERTAS

Pr. Gilson Soares dos Santos

INTRODUÇÃO    

Se um crente deseja receber bênçãos espirituais, ele precisa servir a Deus a reconhecer o Seu senhorio na área espiritual.
     
Se um crente deseja receber as bênçãos materiais, ele deve honrar a Deus com seus bens materiais.

01 O QUE É O DÍZIMO?

A própria palavra já diz. Dízimo vem da palavra dízima, que quer dizer, a décima parte. Portanto, entregar o dízimo significa dar a décima parte das nossas rendas.

02 DAR O DÍZIMO É MANDAMENTO BÍBLICO?

Sim. Confira Malaquias 3.10, a palavra escrita é: “Trazei”. Isso é um imperativo, uma ordem, um mandamento. Mas, acima de tudo, a entrega do dízimo é uma forma de gratidão a Deus pelas bênçãos dadas por Ele a nós. Quando eu entrego o dízimo, estou reconhecendo o senhorio de Deus sobre todas as coisas. Estou reconhecendo que dEle é a prata, o ouro, a terra e toda sua plenitude (Ag 2.8; Sl 24.1).
     
Devemos lembrar-nos que tudo quanto possuímos pertence a Deus, de modo que aquilo que temos não é nosso: é algo que nos confiou aos cuidados. Não temos nenhum domínio sobre as nossas posses.

03 O QUE ACONTECE AO QUE NEGA O DÍZIMO?

Vejamos como a Bíblia encara o sonegador de dízimo:

A - Chama-o de ladrão (Ml 3.8);

B - É amaldiçoado (Ml 3.9);

C - O dinheiro que recebe não supre as suas necessidades (Ag 1.4-11).

04 O QUE ACONTECE AO DIZIMISTA?

Vejamos o que diz a Bíblia:

A - O Senhor abrirá as janelas do céu e derramará bênçãos abundantes (Ml 3.10);

B - Repreenderá o devorador que suga nossas economias (Ml 3.11). OBS.: No contexto de Malaquias, tratava-se da peste que devorava as plantações. Em nosso contexto, existem outros tipos de devoradores. A Bíblia aqui não trata de demônios.

C - Teremos os nossos celeiros cheios (Pv 3.9,10).

05 ONDE O DÍZIMO DEVE SER ENTREGUE?

A - O dízimo deve ser entregue na Casa dos Tesouros (Ml 3.10). Em outras palavras, na tesouraria da igreja.

B - Engana-se quem pensa que pode usar o seu dízimo para comprar folhetos, dar esmolas, comprar som, bancadas ou presentes para a igreja. O dízimo deve ser entregue na tesouraria.

C - Se alguém entregar o dízimo à tesouraria da igreja e os responsáveis por essa tesouraria utilizar mal o dinheiro, desperdiçá-lo, ou usá-lo de forma desvirtuada, o dizimista será abençoado, pois cumpriu sua parte. Aqueles que utilizarem mal os dízimos, serão castigados.

06 O DÍZIMO DEVE SER DEZ POR CENTO?

O dízimo deve ser dez por cento da nossa renda.
     
Se alguém ganha 100 e dá 5 dizendo que é dízimo, está enganado. Não pode esperar as bênçãos que Deus tem prometido aos dizimistas, porque essa pessoa não é dizimista. A décima parte de 100 é 10 e não 5.

07 DEVEMOS DAR O DÍZIMO DAS PRIMÍCIAS?

A Bíblia mostra claramente que Deus quer as primícias. Vejamos o texto de Pv 3.9. E todos sabem que as primícias quer dizer as primeiras.

Ao lermos Gn 4.1-5 descobrimos que Deus aceitou a oferta de Abel porque ele deu das primícias (v4). Veremos, também, que Deus recusou a oferta de Caim porque ele não deu das primícias, e sim do que restou. O texto diz que Caim trouxe a sua oferta depois de alguns dias (v3).
     
O crente que estiver pensando em entregar o dízimo do que sobrar, não espere as bênçãos de Deus. Deus não se agrada de sobejos.

08 ONDE ENCONTRAMOS O DÍZIMO NO ANTIGO TESTAMENTO?

Vejamos:

A - Com Abraão (Gn 14.18-20), antes da lei; Com Jacó (Gn 28.18-22), antes da lei;

B - Em Israel (Lv 27.30-32; Nm 18.20-32; Dt 14.22,23) na época da lei;

C - No retorno do cativeiro (Ml 3.6-12), época posterior ao exílio.

09 ONDE ENCONTRAMOS O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO?

Vejamos:

A - Com os escribas e fariseus (Mt 23.23). Note que Jesus não está condenando a prática do dízimo, pois a palavra “devíeis” quer dizer que é dever. O que Jesus está condenando é que os escribas e fariseus davam o dízimo de tudo, mas não praticavam a justiça, a misericórdia e a fé.

B - Na era apostólica (Hb 7.1-9). Note a palavra “recebem” no v8. Está no presente do indicativo. Isso quer dizer que na época do escritor aos Hebreus o dízimo era praticado.

10 O DÍZIMO É UMA ESPÉCIE DE POUPANÇA?

Não. Se alguém entrega o dízimo com a intenção de enriquecer, ou ter muito lucro, essa pessoa não será abençoada. Entregar o dízimo não é uma espécie de empréstimo, não é emprestar dinheiro a juros. Entregar o dízimo é uma forma de louvor a Deus.

11 O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE AS OFERTAS?

Vejamos o padrão bíblico para ofertas:

A – A Bíblia diz que aquele que não oferta também está roubando ao Senhor (Ml 3.8);

B – A oferta deve ser dada com alegria (II Co 9.6,7);

C – A oferta era uma prática comum nos dias de Jesus (Lc 21.1-4);

D – Nas ofertas não há valor nem percentual estipulado, mas cada deve ofertar o que propuser no coração, segundo sua prosperidade (I Co 16.2; II Co 9.7).

E – A oferta também deve ser entregue aos administradores da Casa do Senhor. Veja que na época dos apóstolos as pessoas traziam suas ofertas e depositavam “aos pés dos apóstolos” (At 4.34,35,37)

F – No Antigo Testamento as coletas também eram feitas publicamente (Ex 25.1-9).

G - Além dos dízimos, os israelitas eram instruídos a trazer numerosas oferendas ao Senhor, principalmente na forma de sacrifícios. Levítico descreve várias oferendas rituais: o holocausto (Lv 1; 6.8-13), a oferta de manjares (Lv 2; 6.14-23), a oferta pacífica (Lv 3; 7.11-21), a oferta pelo pecado (Lv 4.1—5.13; 6.24-30), e a oferta pela culpa (Lv 5.14—6.7; 7.1-10).

H - Além das ofertas prescritas, os israelitas podiam apresentar outras ofertas voluntárias ao Senhor. Algumas destas eram repetidas em tempos determinados (ver Lv 22.18-23; Nm 15.3; Dt 12.6,17), ao passo que outras eram ocasionais. Quando, por exemplo, os israelitas empreenderam a construção do Tabernáculo no monte Sinai, trouxeram liberalmente suas oferendas para a fabricação da tenda e de seus móveis (Êx 35.20-29). Ficaram tão entusiasmados com o empreendimento, que Moisés teve de ordenar-lhes que cessassem as oferendas (Êx 36.3-7).


CONCLUSÃO

Todo aquele que aprendeu o valor dos dízimos e ofertas, certamente sabe o sabor de uma vida vitoriosa em Cristo Jesus.



21 de novembro de 2012

Perdão e Graça - Vineyard - Recomendo

 
Pr. Gilson Soares dos Santos

Tenho estado tão triste com o "mundo gospel". Cada vez mais distante das Escrituras estão nossos cantores e compositores. Contudo, ainda é possível encontrar boa música no meio evangélico.

Não aprovo todas as músicas do Ministério Vineyard, mas destaco algumas que realmente são bem trabalhadas e feitas com muito conhecimento.

A música do clipe a seguir, perdão e graça, é um exemplo de música que me toca. Arranjo bem feito, melodia tranquila, quietude no cantar, aquela calma tão necessária no louvor.

Só assistindo prá entender...

20 de novembro de 2012

A História do Homem Macaco


A HISTÓRIA DO HOMEM MACACO

Era uma vez um macaco muito sabido que de tão sabido virou “gente”, mudou sua aparência, seu modo de agir e esqueceu de seus antigos parentes macacos. Construiu uma família que se tornou numerosa e dominou toda a terra. Após ter passado muito tempo, os descendentes desse “macaco” querem saber como ele era, mas a tarefa tem sido árdua, pois tudo o que sabem dele é que era meio macaco meio homem. A partir daí, o que vale é a imaginação dos descendentes do “macaco”. Vejamos as mais famosas:
 
1. O Homem de Nebraska: teve sua imagem reconstituída a partir de um dente com idade estimada de um milhão de anos. Após quatro anos e meio, descobriu-se que aquele dente na verdade pertencia a uma espécie de porco já extinta.

2. O Homem de Java: foi imaginado a partir de um fêmur, uma caixa craniana e três dentes molares. O mais interessante é que esses itens não foram encontrados no mesmo local e ao mesmo tempo. O fêmur foi encontrado a quinze metros da caixa craniana. Um dos dentes foi encontrado a três quilômetros do fêmur e do crânio. E, para completar o quadro, o dr. Dubois, que descobriu o material, esqueceu de mencionar em seu relatório que também encontrou restos mortais humanos na mesma camada de escavação. Ele se lembrou deste fato após ter passado trinta anos.

3. O Homem de Neanderthal: foi reconstituído a partir de um crânio quase completo descoberto em 1848 e um esqueleto parcial em 1856. Muitos estudiosos dizem que o Neanderthal era tão humano quanto qualquer um de nós. As diferenças do esqueleto são atribuídas ao fato de pertencer a um homem velho que sofria de raquitismo. Esse detalhe foi comprovado com novos achados fósseis, pois os Neanderthais sepultavam seus mortos.

4. O Homem de Cro-Magnon: segundo o dr. Duane T. Gish, professor de ciências naturais e apologética, o chamado Homem de Cro-Magnon passaria despercebido por nossas ruas se usasse a moda corrente, ou seja, nele não há nada de símil.  

5. O Homem de Piltdown: foi uma fraude forjada por Charles Dawson a partir de um fragmento de maxilar, dois dentes e um fragmento de crânio. A fraude foi descoberta quarenta anos mais tarde.


Extraído do trabalho científico de Cláudia Aparecida Alves*

*Bacharel em Química/USP,
*Mestre em Ciência e Química Analítica/USP
*Doutora em Biotecnologia Molecular Estrutural/USP.

Obs.: Você pode ler o trabalho completo de Cláudia Aparecida Alves no seguinte link:

CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO


14 de novembro de 2012

Aprendendo Sobre o Voto Bíblico


APRENDENDO SOBRE O VOTO BÍBLICO

Pr. Gilson Soares dos Santos

INTRODUÇÃO

O voto, no contexto bíblico, é algo que, muitas vezes, tem sido necessário.
     
Mas, o que é o voto? Para que o voto? Nesta lição estudaremos sobre o voto bíblico.

01 O QUE É VOTO?

No dicionário temos: VOTO: s. m. Promessa solene com que nos obrigamos diante da divindade; promessa solene; juramento; oferenda em cumprimento de promessa; súplica à divindade; desejo íntimo, ardente.

02 NO CONTEXTO CRISTÃO, O QUE É VOTO?

 É um acordo que você faz com Deus. Se for abençoado, com aquilo que deseja, retribuirá ao Senhor.
     
“Os acordos eram feitos com Deus sob a forma de votos para assegurar sua presença, proteção, provisão, etc. As promessas feitas sob essas circunstâncias eram sempre condicionais”.
     
“Pessoas em situação difícil poderiam fazer votos prometendo algo a Deus caso ele atendesse às suas orações. Normalmente, esses votos eram acompanhados por uma oferta pacífica no momento de serem feitos e, depois, novamente, ao serem atendidos” (Bíblia de Genebra p. 136)

“Votos a Deus são o equivalente devocional dos juramentos e devem ser tratados com seriedade” (bíblia de Genebra. P.556).
     
Encontramos também na Bíblia votos que não são condicionais, ou seja, pessoas que fizeram voto ao Senhor sem esperar alguma coisa da parte dele, mas como gratidão pelas inúmeras bênçãos dele recebidas.
    
03 ENCONTRAMOS ESTA PRÁTICA NAS SAGRADAS ESCRITURAS?

Sim. Vejamos:

A - Jacó (Gn 28.20-22); Usando o futuro do condicional, como aparece na maioria das traduções, entendemos que Jacó está fazendo um voto condicional, ou seja, se Deus for comigo, e me guardar ... e me der..., Jacó por sua vez lhe retribuirá adotando o SENHOR como seu Deus, a pedra será a casa de Deus, e ele dará a Deus o dízimo de tudo o que Deus lhe conceder.

B - Ana (I Sm 1.11); Ana também faz o seu voto da mesma maneira. Se o Senhor se compadecesse. Se ela pudesse ter um filho, ela o daria ao Senhor.

C - Outros.

04 QUAL A BASE NO NOVO TESTAMENTO PARA OS VOTOS?

Vejamos:

A - "Mas Paulo, havendo permanecido ali ainda muitos dias, por fim, despedindo-se dos irmãos, navegou para a Síria, levando em sua companhia Priscila e Áqüila, depois de ter raspado a cabeça em Cencréia, porque tomara voto." (Atos 18:18).

Este texto demonstra que Paulo tinha o costume de fazer votos.

B - "Acima de tudo, porém, meus irmãos, não jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto; antes, seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não, para não cairdes em juízo" (Tiago 5:12)..
     
Tiago demonstra que era costume fazer-se votos e, por causa deles, jurar o seu cumprimento; assim, o apóstolo orienta que não se jure, mas não desautoriza a prática dos votos.

C - Há ainda outra menção em Atos 21:20-26, quando Paulo é orientado a fazer um voto, para com isso apaziguar os judeus, que o acusavam de violar a lei.

05 QUAL O PROPÓSITO DO VOTO?

O voto é um meio pelo qual o crente pode obter as bênçãos de Deus. Assim como a oração, o jejum e o louvor nos traz as bênçãos do Senhor, o voto, de igual modo, faz com que o Senhor atenda a nossa causa.

     
O voto também pode ser feito sem que você esteja pedindo nada a Deus. Por exemplo, você pode fazer um voto ao Senhor dizendo que no dia do seu aniversário irá dar uma oferta na igreja, como gratidão por mais um ano de vida.

06 QUAIS CUIDADOS PRECISAMOS TER COM O VOTO?

A - Se fizer um voto procure cumpri-lo (Ec 5.4,5);

"Votos a Deus são o equivalente devocional dos juramentos e devem ser tratados com igual seriedade (Dt 23.21; Ec 5.4-6). Aquilo que alguém jura ou vota fazer deve ser feito a todo custo (Sl 15.4; cf. Js 9.15-18). Deus exige de nós que levemos a sua palavra a sério, bem como a nossa também.” (A Bíblia de Genebra. P.556).

“Fazer um voto não era um dever religioso, mas seu cumprimento era um dever sagrado e obrigatório. O voto era tão obrigatório quanto um juramento, mas somente quando feito verbalmente”.

B - Se fizer um voto procure pagá-lo urgente, pois do contrario desagradará a Deus (Ec 5.4,5).

C - Nunca faça um voto sem pensar, pois poderá arrepender-se (Pv 20.25)

D - Não vote para outro pagar o voto juntamente com você; ou por você ; nem faça votos incluindo os outros em seus votos, sem consultá-los (I Sm 14.24-30).

E - Cuidado com votos precipitados como o de Jefté (Jz 11.29-40).

F - Cuidado com votos fáceis e sem sentido.

Por exemplo, “se Deus me abençoar e eu passar no Concurso para Professor, toda sexta-feira vou dar aula vestido de azul. Que glorificação a Deus existe num voto dessa natureza? O que Deus ganha se você vai vestido de azul ou não? Tudo tem que ser para a glória de Deus.

G - Cuidado também com votos que você não vai conseguir cumpri-los.


H – Não faça votos que sejam contrários à Palavra de Deus

Ninguém deve prometer fazer coisa alguma que seja proibida na Palavra de Deus ou que impeça o cumprimento de qualquer dever nela ordenado" (Confissão de Westminster, XXII.7).

I – Nunca faça votos para toda a vida.

Por exemplo, há pessoas que dizem “Se Deus me der minha casa própria, todo ano, na passagem do ano, darei um culto em ações de graças, em minha casa.”. Imagine que você esteja viajando, como cumprirá esse voto? Imagine que precise passar ano em casa de familiares, como cumprir o voto? E no dia que quiser passar ano na igreja, como cumprirá o voto? Na verdade a pessoa se prendeu a estar toda “passagem de ano” em casa.

07 QUAIS OUTROS TEXTOS SAGRADOS FAZEM MENÇÃO DO VOTO?

Vejamos diversos textos bíblicos que mostram que o voto sempre foi prática normal e comum entre o povo de Deus:

A - Salmos 65:1 “A ti, ó Deus, confiança e louvor em Sião! E a ti se pagará o voto.”

B - Jó 22:27 “Orarás a ele, e ele te ouvirá; e pagarás os teus votos.”

C - Salmos 50:14 “Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo;”

D - Salmos 61:5 “Pois ouviste, ó Deus, os meus votos e me deste a herança dos que temem o teu nome.”

E - Salmos 61:8 “Assim, salmodiarei o teu nome para sempre, para cumprir, dia após dia, os meus votos.”

F - Salmos 66:13 “Entrarei na tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos.”

G - Salmos 76:11 “Fazei votos e pagai-os ao SENHOR, vosso Deus; tragam presentes todos os que o rodeiam, àquele que deve ser temido.”

CONCLUSÃO

Antes de fazermos qualquer voto a Deus, é preciso que conheçamos as Sagradas Escrituras. É preciso conhecermos a Deus. Somente assim, nosso voto será nos padrões bíblicos.

11 de novembro de 2012

Tô Cansado Desse Ritmo!


TÔ CANSADO DESSE RITMO!

Pr. Gilson Soares dos Santos

Não é fácil para um homem como eu, fazendo parte do time dos “entas”, acompanhar as inovações tecnológicas feitas para atender a demanda da galera: e-mais, Orkut, Facebook, Twitter, MSN, Second Life, Blogs, Myspace, Multiply, 4Shared, Rapidshire, Flikr, Ask.fm, Google+, Downloads, Downloads e mais Downloads. Tento acompanhar, corro, às vezes me sinto à frente do meu tempo, outras vezes...
     
Chega uma hora em que a gente tem que botar a Filosofia Clínica para funcionar (que os críticos da filosofia clínica não me leiam), parar e perceber que isso também é vaidade “é correr atrás do vento”.
     
Leitura Bíblica Online, Chega! Vou voltar a folhear as páginas áureas das Sagradas Escrituras. 

Ebooks: Chega! Vou folhear meu velho Berkhof, Grudem, Hodge, Elben Cezar, John Stott, Lewis, Pascal, Agostinho.  

Esboços feitos diretamente no PC: Chega! Vou escrever, rascunhar, orar. Afinal de contas, orar num quarto à sós com Deus é muito melhor do que na frente da máquina. 

Pesquisas na NET: Chega! Vou encher a mesa de livros, dicionários, revistas, e ter o prazer de encontrar por mim mesmo o que preciso, é claro, com o acompanhamento do meu Orientador Supremo.
     
Se você é como eu, curioso pelos novos avanços, mas sente saudades dos tempos de Long Play,  então troque o verbo “teclar” pelo verbo “conversar”. Deixe de “teclar” e vá “abraçar”. Deixe de "bate-papo virtual" vá conversar olhando as pessoas nos olhos, vendo seus lábios se moverem, sinta o cheiro das pessoas, do ambiente, e o calor humano.
     
Tô cansado desse ritmo, mas infelizmente tenho que sobreviver nesta e com esta selva de bytes.

10 de novembro de 2012

O Conceito de Humanidade Europeia, em Edmund Husserl


O CONCEITO DE HUMANIDADE EUROPEIA, EM EDMUND HUSSERL

Gilson Soares dos Santos

Edmund Husserl, conforme ele mesmo diz, arrisca “ousar a tentativa de suscitar um novo interesse para o tão frequentemente tratado tema da crise européia”. Para isso, vai desenvolver a ideia histórico-filosófica de humanidade européia. Em Husserl, crise européia não significa crise regional da Europa, não é uma região geograficamente delimitada, mas crise da humanidade ou humanidade européia. Assim, já no primeiro parágrafo de A crise da humanidade européia e a filosofia, Husserl ressaltará que, expondo a função essencial que a filosofia exercerá, a crise européia ganhará uma nova luz. Ele abordará problemas que, a seu ver, conduziram à crise, fazendo uma análise crítico-filosófica do desenrolar de sua história, indicando o acesso ou caminho à ciência pura do espírito, pois na fase caracterizada pela crise Husserl desenvolve a fenomenologia.
            
Husserl parte daquilo que ele chama de “algo bem conhecido”, e mostra a diferença existente entre medicina científico-natural e a “medicina naturalista”, a primeira de caráter científico nasce de conhecimentos e ciências teóricas, enquanto a última, nasce da experiência ingênua no cotidiano do povo. Ele está consciente de que o conhecimento começa a partir de coisas concretas existentes, e ressaltará que os que estão familiarizados com o espírito das ciências responderão que a grandeza das ciências da natureza está justamente em não se conformar com uma empiria sensível, tendo esta apenas como uma passagem metódica para a explicação exata, isto é, físico-química. As ciências descritivas nos prendem àquilo que se apresenta à nossa mente, isto é, às finitudes do mundo circundante terreno, mas quando um fato se apresenta à consciência, captamos nele uma essência. Tratará das concreções sensivelmente dadas. Por exemplo, uma árvore é uma concreção sensivelmente dada, porque se dá com a realidade sensível aos nossos sentidos. Por isso Husserl busca mostrar que a crise européia é a crise do mundo circundante, está na pretensão de se enquadrar tudo.

“A espiritualidade humana está, decerto, fundada na physis humana, toda e qualquer vida anímica humana individual está fundada na corporeidade”, afirma Husserl. Mas não se pode, segundo ele, com base nisso, querer explicar essa ligação da physis humana com a vida psíquica por intermédio da física e química exatas, pois isso redundaria em fracasso diante da complicação da necessária investigação psíco-física exata.

A questão fundamental colocada por Husserl é entender como o desenvolvimento gigantesco das ciências modernas conduziu a uma crise da humanidade européia, representada pela crise das ciências. Ele vai buscar as estruturas espirituais em suas origens, isto é, na filosofia da Grécia, compreendendo que a sociedade européia é descendente da filosofia grega, sendo, portanto, a crise da humanidade européia uma crise da filosofia. Isto, segundo ele, aconteceu porque a humanidade esqueceu sua tradição espiritual e serviço à razão. A Europa tem um nascimento preciso e seu lugar de nascimento é espiritual, nasce sob a égide da filosofia, “da ciência universal, a ciência da totalidade do mundo, da unidade total de todo existente.”

Para Husserl, o mundo científico contemporâneo é um desvio de uma teleologia, ou seja, de uma intencionalidade teleológica, pois o telos que emergiu da filosofia grega para a humanidade européia foi perdido com o desenvolvimento da ciência. Perdeu-se o propósito de ser uma humanidade a partir da razão filosófica. Assim, entendemos que a crise das ciências é “a crise da humanidade como projeto racional”.

Daí a necessidade da superação dessa crise, que acontecerá quando a filosofia se interessar de novo pelo homem, se distanciando do formalismo científico. A fenomenologia é o caminho, pois se apresenta como a ciência voltada para as coisas (“às coisas mesmas”), é a ciência pura do espírito.

Tendo em vista os aspectos apresentados por Husserl, concluímos que a filosofia que deu origem à humanidade européia, entrou em crise na própria crise das ciências, a crise da humanidade européia, e somente a fenomenologia, as coisas mesmas, apresenta-se como a ciência pura e universal do espírito, “que investigue os elementos e as leis absolutamente universais que regem a espiritualidade, com o fim de obter explicações cientificas em sentido absolutamente conclusivo.”      
           
BIBLIOGRAFIA

HUSSERL. Edmund; A Crise da Humanidade Européia e a Filosofia. Pag. 60-73. Tradução: Urbano Zilles. 3.ed. Porto Alegre: ED

8 de novembro de 2012

O Que é Nascer da Água e do Espírito? Eles Respondem


O QUE É NASCER DA ÁGUA E DO ESPÍRITO? ELES RESPONDEM

Pr. Gilson Soares dos Santos


            Nosso Senhor Jesus Cristo, conversando com um dos principais dos judeus, Nicodemos, diz-lhe: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3.5). Erroneamente, tem gente pregando que essa expressão de Jesus quer dizer que o homem tem que ser batizado com água e ser batizado com o Espírito Santo para ser salvo. Será que é isso que Jesus quis dizer?
            Separei respostas de teólogos e pregadores sobre essa afirmação de Jesus. Coloquei em forma de pergunta (feita por mim) e respostas (retiradas dos escritos dos teólogos e pregadores). Então vamos aprender.

PR. GILSON: O que significa “nascer da água e do Espírito”, conforme a afirmação de Jesus em João 3.5?

JOHN MACARTHUR: Jesus não se refere aqui à água literal, mas à necessidade de “purificação” (p. ex., Ez 36.24-27). No Antigo Testamento, quando a água é usada de maneira figurada, isso geralmente se refere à renovação ou purificação espiritual, especialmente quando usada em conjunto com “espírito” (Nm 19.17-19; Sl 51.9,10; Is 32.15; 44.3-5; Jr 2.13; Jl 2.28,29). Portanto, Jesus fez referência à lavagem espiritual ou purificação da alma realizada pelo Espírito Santo por meio da Palavra de Deus no momento da salvação (cf. Ef 5.26; Tt 3.5), requerida para pertencer ao reino. (1)

PR. GILSON: O que significa “nascer da água e do Espírito”, conforme a afirmação de Jesus em João 3.5?

COMENTADORES DA BÍBLIA DE ESTUDO GENEBRA: Alguns entendem que a “água” é a liberação do fluído que acompanha o nascimento físico, mas considerações linguísticas apontam para o entendimento de que “água” e “Espírito” se referem a um único nascimento espiritual. Muitos intérpretes entendem “água”, aqui, como água do batismo, mas uma tal referência – antes que o batismo cristão fosse instituído – teria sido sem sentido para Nicodemos. Outros acham que é uma referência ao batismo de João, mas Jesus, em parte alguma, faz do batismo de João uma exigência para a salvação. A afirmação se refere, provavelmente, a passagens do Antigo testamento nas quais “água” e “espírito” estão ligados para expressar o derramamento do Espírito de Deus no fim dos tempos (Is 32.’5; 44.3; Ez 36.25-27). A presença de uma imagem tão rica do Antigo testamento serve de fundo à reprovação que Jesus faz a Nicodemos (v. 10); como “mestre em Israel”, ele deveria ter entendido. (2)

PR. GILSON: O que significa “nascer da água e do Espírito”, conforme a afirmação de Jesus em João 3.5?

COLABORADORES DO COMENTÁRIO BÍBLICO AFRICANO: Existe um debate sobre o significado dessa frase, mas Jesus está provavelmente se referindo ao batismo em água ministrado por João Batista e ao batismo com o Espírito Santo. O batismo de João era um batismo de arrependimento. Ele convidava o povo a abandonar os antigos caminhos e se preparar para a vinda de Jesus (Lc 3.7-14). O batismo de Jesus com o Espírito Santo (1.33) resultaria numa renovação do caráter e concederia ao batizado forças para seguir em frente como membro da família de Deus. (3)

PR. GILSON: O que significa “nascer da água e do Espírito”, conforme a afirmação de Jesus em João 3.5?

NORMAN GEISLER: Esta passagem é apresentada como prova de que o batismo é uma condição necessária à salvação. Há várias razões para rejeitarmos esta interpretação. Primeiro, a palavra batismo não está aqui incluída, e a expressão “nascer da água” não é utilizada para se referir ao batismo em nenhuma outra parte do Novo testamento. Segundo, este ponto de vista é contrário ao contexto imediato e, na verdade, ao contexto maior do evangelho de João. Como temos visto, repetidas vezes, somente a fé é mencionada, no evangelho de João, como condição para a salvação (cf. 3.16; 18.36; 5.24; 20.31). Se o batismo fizer parte daquilo que é necessário para a salvação, então o evangelho inteiro de João erra na sua apresentação do plano divino de salvação. Terceiro, considerar João 3.5 como uma referência à necessidade soteriológica do batismo vai de encontro ao restante do Novo testamento, e a Palavra de Deus não se contraria a si mesma. Quarto, existem outras maneiras possíveis de se interpretar João 3.5 que não envolvem o batismo como algo necessário para se receber a vida eterna. (1) “Nascer da água” pode se referir a água do útero (o líquido amniótico), ou ao nascimento físico. Isto se encaixa com o contexto, uma vez que Jesus acabara de dizer que o nascimento físico de uma pessoa é insuficiente para esta receber a vida eterna. É necessário termos também um nascimento espiritual. (2) “Nascer da água” pode se referir a água da Palavra (cf. Ef 5.25). Significa que, somente podemos nos salvar por intermédio do poder transformador da Palavra de Deus (cf. 1 Pe 1.23). Ou, (3) como Jesus esta conversando com um líder judeu, logo depois de João Batista ter anunciado que o seu batismo era insuficiente para conceder o Reino (mas que o Cristo batizaria com o Espírito [Jo 1.33]), o “nascer da água” pode se referir ao batismo de João anteriormente mencionado (1.26). Isto se encaixa com a mensagem de João, que dizia as pessoas: “Arrependei-vos, porque e chegado o Reino dos céus” (Mt 3.2) e que de outro modo Nicodemos não “veria” a chegada visível do Reino (cf. Mt 19.28; 24.30). Seja como for, não ha motivo para entendermos esta passagem como base para o ensino de que o batismo nas águas e necessário para a salvação. (4)

PR. GILSON: O que significa “nascer da água e do Espírito”, conforme a afirmação de Jesus em João 3.5?


WAYNE GRUDEM: Quando Jesus fala de “nascer da água” aqui, a interpretação mais provável disso é que ele esteja referindo-se à purificação espiritual do pecado, que o profeta Ezequiel profetizou quando disse: “Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo” (Ez 36.25,26). Aqui a água simboliza purificação espiritual do pecado, exatamente como coração novo e espírito novo falam da nova vida espiritual que Deus dá. Ezequiel está profetizando que Deus dará uma purificação interna da poluição do pecado no coração, ao mesmo tempo que desperta a nova vida espiritual interior do seu povo.  O fato de essas duas ideias estarem intimamente relacionadas nessa conhecida profecia de Ezequiel, ao lado do fato de que Jesus pressupõe que Nicodemos deveria ter entendido esta verdade (“Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?”) (Jo 3.10), junto com o fato de que Jesus está falando sobre assuntos completa e intensamente espirituais, tudo isso dá a entender que este é o mais provável entendimento da passagem. (5)

PR. GILSON: “Nascer da água” pode significar o nascimento físico?

WAYNE GRUDEM: Outra sugestão é que “nascer da água” refere-se ao nascimento físico e à “água” (ou líquido amniótico) que o acompanha, mas dificilmente seria necessário que Jesus especificasse que alguém tem de nascer dessa forma quando ele está falando de nascimento espiritual, e é questionável supor que os judeus do primeiro século tampouco teriam entendido a frase dessa forma. (6)

PR. GILSON: “Nascer da água” pode significar água do batismo?

WAYNE GRUDEM: Outra interpretação é que Jesus está se referindo aqui à água do batismo, mas batismo ou qualquer outra cerimônia semelhante não está em discussão nessa passagem (e seria anacrônico se Jesus estivesse falando do batismo cristão aqui, visto que ele não veio antes do pentecostes); ademais, isso faria Jesus ensinar que o ato físico do batismo é necessário para a salvação, algo que estaria contrariando a ênfase do Novo Testamento na salvação pela fé somente e que, se fosse verdadeiro, certamente seria encontrado em forma de ensino muito mais explícito em outras passagens do Novo Testamento que tratam claramente sobre o batismo. (7)



PARA CONSULTA BIBLIOGRÁFICA

(1) Bíblia de Estudo MacArthur. (Sociedade Bíblica do Brasil)
(2) Bíblia de Estudo Genebra. (Editora Cultura Cristã)
(3) Comentário Bíblico Africano. (Editora Mundo Cristão)
(4) Teologia Sistemática, Vol. 2, Norman Geisler. (CPAD)
(5) Teologia Sistemática: Atual e Exaustiva, Wayne Grudem. (Vida Nova)
(6) Ibidem.
(7) Ibidem.


6 de novembro de 2012

Diálogo Com o Pastor Gilson Sobre Igreja Emergente


DIÁLOGO COM O PASTOR GILSON SOBRE IGREJA EMERGENTE

Pr. Gilson Soares dos Santos

Muitos estão confusos sobre o assunto “igreja emergente”. Não tenho aqui a pretensão de ensinar e explicar tudo, mas gostaria de, em forma de diálogo, passar algumas orientações, ou informações, sobre o que é o movimento de igreja emergente.

MARK: O que é Igreja Emergente?

PR. GILSON: Numa primeira definição podemos dizer que igreja emergente é um movimento característico da pós-modernidade que está em expansão dentro da igreja evangélica nas duas últimas décadas. Porém não é fácil definir Igreja Emergente. Um dos próprios adeptos do movimento define que “a igreja emergente é um movimento da igreja protestante, iniciado por americanos e ingleses, com a finalidade de alcançar a geração pós-moderna.”.

MARK: Então, igreja emergente não é uma igreja?

PR. GILSON: É e não é. Não existe uma igreja com uma placa IGREJA EMERGENTE. Igreja emergente não é uma igreja em si mesma. É um movimento que tenta uma conversação com as igrejas evangélicas. Muitos autores não gostam de chamar de movimento. Até os próprios adeptos ou envolvidos preferem chamar de conversação emergente. Poderíamos definir esse movimento como a reinvenção da igreja ou uma igreja que se reinventa.

MARK: Certamente, houve um momento que esse nome surgiu, ou melhor, que esse movimento surgiu. Quando?

PR. GILSON: Pelo menos, o termo igreja emergente foi usado pela primeira vez por Karen Ward, da Igreja dos Apóstolos em Seattle. É claro, naquele momento não havia intenção de se criar um movimento. Havia apenas uma inquietação e frustração com a igreja evangélica no início dos anos 90. Em anos posteriores, Brian McLaren, que é um dos nomes mais conhecidos dentro do movimento, passou a usar o termo igreja emergente.

MARK: Quais os principais nomes do movimento de igreja emergente?

PR. GILSON: Os nomes que estão mais em evidência dentro do movimento são: Karen Ward, Brian McLaren, Dan Kimball, Tony Jones...

MARK: Rick Warren?

PR. GILSON: Rick Warren prefaciou o livro de Dan Kimball Emerging Church.

MARK: Qual a proposta do movimento de Igreja Emergente? Vamos chamar de movimento.

PR. GILSON: Dentre muitas coisas, o movimento de igreja emergente prega:

- A igreja precisa aprender a falar uma linguagem totalmente nova, com o fim de alcançar a geração pós-moderna.

- É preciso formar um novo tipo de cristão, o cristão pós-moderno.

- Para que a igreja prossiga é preciso se adaptar à maneira pós-moderna de pensar.

- Se o que predomina no pós modernismo é o relativismo, então, a igreja não pode ter uma “confissão de fé”. Para os envolvidos no movimento, ter uma “Declaração de Fé” é andar por um caminho no qual não queremos seguir.

- O cristianismo tornou-se arcaico e não é funcional para a geração pós moderna.

- A proposta da igreja emergente é que haja uma quebra do continuísmo que existe dentro da igreja evangélica. Para o movimento de igreja emergente o importante não é a estrutura da igreja, mas o alvo a ser alcançado. Segundo McLaren é como se uma pessoa estivesse em uma jornada a cavalo, e o cavalo não aguentasse mais. Qual o ideal, forçar o cavalo? Para ele, é mais importante conseguir outro meio para concluir a jornada, pois não adianta forçar o cavalo, ele vai morrer.

MARK: A teologia da igreja emergente é liberal?

PR. GILSON: Se segue os ditames da pós-modernidade, é liberal. É claro, os adeptos da teologia liberal não se acham teólogos liberais. Os que estão envolvidos com o movimento de igreja emergente não se acham liberais. Os liberais, assim como os pós modernos, entendem que assim como um mesmo texto pode ter várias interpretações, a realidade também.

MARK: E a Bíblia também?

PR. GILSON: Sim.

MARK: O movimento de igreja emergente faz alguma crítica ao pós-modernismo?

PR. GILSON: As maiores críticas do movimento são feitas ao modernismo. Quando faz alguma crítica ao pós modernismo, e isso detectamos em suas próprias literaturas, o faz de maneira superficial e pouco convincente.

MARK: Existe alguma coisa boa no movimento?

PR. GILSON: Todo movimento tem seus pontos positivos. Mas é bom lembrar que qualquer movimento que busque relativizar a verdade e prejudicial.

MARK: Poderia recomendar algum livro para leitura?

PR. GILSON: Recomendo o livro “Igreja Emergente: o movimento e suas implicações”, da autoria de D. A. Carson. Editora Vida Nova. Um artigo muito bom para leitura é Igreja Emergente, a igreja do pós-modernismo? Uma avaliação provisória, de Mauro Meister. Pode ser encontrado na internet.

4 de novembro de 2012

Honestidade Para Ganhar


A ilustração abaixo, li há muito tempo e estou postando aqui no blog, pois a acho muito interessante.


HONESTIDADE PARA GANHAR

Pr. Gilson Soares dos Santos


Conta-se que, por volta do ano 250 a.C., na China antiga, um príncipe estava às vésperas de ser coroado imperador, mas de acordo com a lei, ele deveria se casar.
     
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte.
     

Então, anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançar-lhes-ia um desafio.
     
Uma velha senhora, ouvindo os comentários sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
     
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração.
     
E disse-lhe:
     
- Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Isso é uma loucura.
     
E a filha respondeu:
     
- Não, querida mãe, Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é a minha oportunidade de ficar perto do príncipe, e isso já me torna feliz.
     
Chegou o dia da festa. À noite, a jovem dirige-se ao palácio.
     
Lá estavam todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.
     
Então o príncipe anunciou o desafio:
     
- Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa.
     
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura da sua semente.
     
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido.
    
Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor.
     

Os seis meses haviam passado e nada havia brotado.
     
Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou à sua mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos junto ao príncipe.
     
Na hora marcada, lá estava ela, com seu vaso vazio, e todas as outras pretendentes, cada qual com uma flor mais bela que a outra, das mais variadas formas e cores.
     
Finalmente chega o momento esperado. O príncipe observa cada uma das pretendentes. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado, indicando a pobre jovem como sua futura esposa.
     
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.
     
Então, calmamente, o príncipe esclareceu:
     
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz: a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

Se, para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, perca. Você será sempre um vencedor.