O Pr. Gilson Soares dos Santos é casado com a Missionária Selma Rodrigues, tendo três filhos: Micaelle, Álef e Michelle. É servo do Senhor Jesus Cristo, chamado com santa vocação. Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional), Campina Grande/PB; Graduado em Filosofia pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Pós-Graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ/Mackenzie (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper). Professor de Filosofia e Teologia Sistemática no STEC. Professor de Teologia Sistemática no STEMES, em Campina Grande - Paraíba. Pastor do Quadro de Ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (AIECB). Pastoreou a Igreja Evangélica Congregacional de Cuité/PB, durante 15 anos (1993-2008). Atualmente é Pastor Titular da Igreja Evangélica Congregacional em Areia - Paraíba.

30 de abril de 2012

Manifestação da Graça Comum: "Cantores de Rua" Cantam Stand By Me

O Vídeo a seguir é uma das maiores provas da Graça Comum. Pessoas comuns cantando Stand By Me. A perfeição com que cantam e tocam nos mostra que a Graça está sobre estas pessoas. É a graça comum que alcança a todos, concedendo-lhes talentos maravilhosos. Veja o vídeo e encha os olhos e os ouvidos...



Pena que a Graça Comum não conduz à salvação. A salvação vem por meio da graça salvífica.

Nossos cumprimentos ao blog oevangelhohoje.wordpress.com/ que trata o tema da graça comum apresentando Deus como o grande maestro que rege toda a sinfonia da criação.

Em Cristo,

Rev. Gilson Soares dos Santos

Termômetro ou Termostato: Que tipo de Crente Você É?


Por Judiclay Silva Santos
O termômetro é um instrumento inventado por Galileu no século 16. Trata-se de um aparelho que registra a temperatura, mas não pode alterá-la. O termômetro não tem poder de mudar o ambiente, muito pelo contrário, é afetado por ele. Está sempre subindo ou descendo de acordo com a temperatura. Mas o termostato, usado em aparelhos de ar condicionado e aquecedores, é um instrumento que tem a extraordinária capacidade de regular a temperatura ambiente impedindo-a de sofrer variação.
No que tange a vida cristã, somos termômetro ou termostato. Se você é termômetro, viverá sempre em altos e baixos espirituais, de acordo com as situações, ao sabor das circunstâncias. Mas o crente do tipo termostato, não vive de acordo com a inconstância das circunstâncias, mas, apesar delas, e acima delas.
Termostato é um dispositivo destinado a manter constante a temperatura de um determinado sistema.
O apóstolo Paulo era um crente do tipo termostato. Isso fica evidente quando ele mesmo diz: “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”. Filipenses 4.11 Ao fazer essa extraordinária declaração Paulo não está assumindo a postura dos estóicos que aspiravam a auto-suficiência. Para o estóico a eliminação de todo desejo e emoção era uma conquista humana que lhe permitia viver acima das circunstâncias. Todavia, não é isso que Paulo pretende. Ao tomar emprestada a palavra contente (autarkes), ele a transformou em algo totalmente diferente do homem auto-suficiente dos estóicos. O contentamento de Paulo mesmo em meio a circunstâncias terrivelmente desfavoráveis era um dom de Deus e não uma conquista humana. A capacidade de ser termostato é uma graça de Deus para todos quantos desfrutam da suficiência que há em Cristo.
Paulo era tão humano quanto nós. Homem de carne e osso que viveu situações difíceis, entretanto não se comportou como um termômetro. Seu contentamento incondicional era uma evidência de que em Jesus Cristo há força “termostática”, razão pela qual ele podia dizer: “tudo posso naquele que me fortalece”. Que tipo de crente você é, termômetro ou termostato?
***
Judicley é pastor e teólogo da linha reformada, e escreve em seu blog. Divulgação: http://pastorgilsonsoares.blogspot.com.br/

29 de abril de 2012

Governo Declara em Vídeo que o Rio de Janeiro é o Paraíso dos Gays

O vídeo a seguir é uma prova de que o governo do Rio de Janeiro está debaixo da ira de Deus, conforme o texto de Romanos 1.26-32. Assista à esse vídeo que agride os princípios bíblicos, em seguida leia o texto bíblico que mostra como as Escrituras encaram a prática homossexual.



26 Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza;
27 semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.
28 E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm;
29 estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade;
30 sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais;
31 néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia;
32 os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.
Romanos 1.26-32


          É lamentável a apelação do governo do Rio.

A Autoflagelação Apaga Pecados?

AUTOFLAGELAÇÃO: UMA COOPERAÇÃO DESNECESSÁRIA

Pr. Gilson Soares dos Santos

A busca do perdão dos pecados pelo autoflagelo era bem popular na Idade Média, e era prática comum entre os monges.
     
Entre as técnicas aplicadas para o autoflagelo, os monges pastavam no campo como gado, ficavam presos em gaiolas minúsculas, amarravam pesos enormes ao pescoço e ficavam num pé só até não agüentar mais. Outros chicoteavam a si mesmos até sangrar. Houve um monge que em sua autoflagelação tocava os pés com a cabeça 1244 vezes seguidas, isso em cima de uma coluna alta, assistido por verdadeiras multidões, seu nome era Simeão Estulita e sua autopunição durou 37 anos.
     
Talvez achemos absurdo que tais monges, para alcançarem o perdão dos pecados, tivessem que descer à tamanha estupidez. Porém ainda temos pessoas, bem próximas a nós, que ficam se martirizando por pecados que o sangue do Senhor Jesus já apagou. Vivem carregando uma culpa, da qual já se arrependeram, no entanto acham que devem dar uma ajudazinha a Jesus, esmurrando o corpo, agredindo a consciência, afastando-se da comunhão.
     
A Palavra de Deus é clara: Eu não devo cooperar com a minha salvação, o preço foi pago pelo Senhor Jesus. Nem devo me autoflagelar para ter os pecados perdoados, o sangue de Jesus Cristo é mais que suficiente para me purificar de todo pecado.
     
O que se deve fazer? Confessar, arrepender-se e não mais praticar.

28 de abril de 2012

Vamos Conhecer um Pouco Sobre o Islamismo


CONHECENDO E REFUTANDO O ISLAMISMO

Rev. Gilson Soares dos Santos

     O cristianismo é a maior religião do mundo, porém não é a que mais cresce. Há alguns anos a religião que mais cresce no mundo é o islamismo. A palavra "islã" significa "submissão” (a Alá que é Deus para os muçulmanos)). Quem se submete ao "islã" é chamado de "islamita" ou "muçulmano". De cada 100 pessoas no mundo, 19 são muçulmanas.
     O que é o islamismo?
     O que diferencia o islamismo do cristianismo?
     Por que o islamismo cresce tanto?
     Cristãos e muçulmanos são mesmo adversários?

1 - Islamismo: História

     O Islamismo surgiu na Arábia Saudita, no ano 622 da era cristã. Maomé, seu fundador e principal profeta, dizia ter recebido do anjo Gabriel uma revelação, iniciando aquela religião, que é hoje a segunda maior do mundo em número de adeptos.
     Por que o "islamismo" cresceu tanto? Porque sempre esteve atrelado ao crescimento árabe, isto é, cada território conquistado pelos árabes tinha sua população convertida ao islamismo à força. Cresceu também devido à força dos "petrodólares".
     O islamismo tem duas divisões principais: O islamismo sunita, professado pela maioria esmagadora dos muçulmanos no mundo; e o islamismo xiita, mais radical, praticado por um número menor de adeptos. É bom saber que nem todo árabe é muçulmano e nem todo muçulmano é árabe.

2 - Islamismo e cristianismo

     Infelizmente, o relacionamento entre muçulmano (seguidores do islamismo) e cristãos quase sempre tem sido tenso e carregado de conflitos, desde o surgimento do islamismo. Basta lembrar, por exemplo, o infeliz período das Cruzadas, na Idade Média, quando europeus "cristãos" guerrearam contra muçulmanos no Oriente Médio. Supostamente, a motivação era religiosa ("libertar" Jerusalém - tida como "cidade santa", lugar de peregrinação de cristãos - da dominação dos "infiéis" muçulmanos). Sabe-se que na verdade a motivação era econômica.

3 - Islamismo: Principais doutrinas e práticas

     Conforme o ensino sunita, o islamismo está baseado em cinco pilares, a saber:

3.1 - Profissão de fé (shahada): A confissão de fé islâmica diz: "Alah é Deus, e Maomé o seu profeta".

3.2 - Oração (salat): Todo fiel deve orar cinco vezes por dia. Curiosamente, uma dessas orações é dirigida a Jesus, que em árabe é chamado Issa ("o profeta Jesus, filho de Maria, servo de Deus"). Na hora da prece, o fiel deve voltar-se para Meca, e orar ajoelhado.
     
3.3 - Esmola (zakat): Todo fiel deve ajudar os pobres e os desfavorecidos.

3.4 - Peregrinação (haji): Todo fiel deve, ao menos uma vez na vida, fazer uma peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, o lugar mais santo da fé islâmica.
     
3.5 - Jejum (saum): Todo fiel deve jejuar um mês (o mes de Ramadan) por ano. Este jejum acontece do nascer ao por-do-sol, ou seja, só é permitido se alimentar durante a noite, quando não há luz do sol.


     Alguns acrescentam ainda um sexto pilar, que seria a guerra santa (jihad) contra os infiéis. Acredita-se, por exemplo, que se um fiel morre em combate, em guerra santa pela fé, vai direto ao paraíso, onde tem 50 virgens (chamada huris) à sua disposição, que, após cada encontro íntimo, recuperam de imediato sua virgindade. Além disso, os fiéis muçulmanos se submetem a uma série de regras, pois há uma lei islâmica (conhecida em árabe com shariah) que contempla praticamente todos os aspectos da vida.

4 - Islamismo à luz da Bíblia

     Apresentaremos aqui alguns pontos:

4.1 - Os muçulmanos crêem que a salvação está em ser fiel a Alah observando os cinco pilares, praticando a jihad (guerra santa) e cumprindo a Shariah (lei islâmica). Somente assim se alcançará o favor de Alá.
     
4.2 - A BÍBLIA: Nos mostra claramente a salvação unicamente em Cristo Jesus, independente das nossas práticas. (João 14.1-6; At 4.12; II Pe 1.1)

4.3 - O islã vê Jesus como sendo um profeta importante, porém menor que o profeta Maomé.
   
4.4 - A BÍBLIA nos mostra que Jesus é Deus, nosso Salvador (II Pe 1.1; Jo 20.26-28)

4.5 - O islã tem uma interpretação errada da descendência de Abraão: crêm que o escolhido de Deus é Ismael (de quem são descendentes), defendem que o verdadeiro Deus é Alá e Maomé é seu verdadeiro profeta.

4.6 - A BÍBLIA nos mostra que Deus escolheu a Isaque, o nosso Deus é o Deus de Jacó e o profeta dos judeus foi Moisés que nos mostrou que Deus levantaria um profeta no meio do seu povo, Jesus Cristo, nosso Salvador (Gl 4.22-31; Dt 18.15-19; Jo 1.45; At 3.22; At 7.37).

4.7 - Os muçulmanos não têm a Bíblia Sagrada como seu livro. Eles usam o Alcorão, que para eles é a revelação sagrada.

4.8 - A BÍBLIA nos mostra que as Sagradas Escrituras é fiel (II Tm 3.16; II Pe 1.20,21). O próprio Jesus mostrou a veracidade da Bíblia (Mt 22.29; Jo 5.39).


     A crença islâmica está repleta de orientações aos muçulmanos as quais a Bíblia Sagrada condena, tais como: A guerra santa, a mulher considerada como objeto de uso, a poligamia, a adoração a Maomé. Negam que Jesus tenha morrido na cruz.

(Estudo adaptado da Revista "Religião não se discute: Quem disse? - Editora Didaqué)

24 de abril de 2012

Bibliomancia: A Teologia do dedão


A CONFIRMAÇÃO NA PALAVRA
Jó 33.14

Pr. Gilson Soares dos Santos

INTRODUÇÃO

É comum, entre os ímpios, práticas absurdas de adivinhação e prognósticos, tais como, a quiromancia, que consiste na adivinhação pelo exame das linhas da palma da mão, também chamada de quiroscopia; A necromancia, que consiste na adivinhação pela invocação dos espíritos de pessoas mortas; A cartomancia, que é a adivinhação por meio de cartas de jogar; A actinomancia, um ramo da astrologia em que se adivinha por meio das radiações estelares; A dactilomancia, que é a arte de adivinhar por meio dos dedos; A dafnomancia, que consiste na adivinhação por meio de folhas de loureiro queimadas; A lampadomancia, adivinhação que os antigos faziam observando as variações da chama duma lâmpada ou de um archote; A litomancia, que é a arte de adivinhar por meio de pedras; A libanomancia, adivinhação pela direção e forma da fumaça do incenso; A halomancia, que é a arte de adivinhar por meio de sal; A hepatoscopia, a tentativa de discernir o futuro através do fígado de um animal morto; A rabdomancia, que é a advinhação atirando pedaços de madeira ou flechas ao ar; A hidromancia, que é a adivinhação observando-se os reflexos na água; além de muitas outras, a exemplo da astrologia e o uso de bola de cristal. Todas essas práticas são condenadas pela Bíblia. Porém, no meio do povo evangélico surgiu uma prática semelhante a essas práticas, é a Bibliomancia, tão arriscada como as práticas ímpias de adivinhação.
         
É muito comum, nos dias atuais, encontrarmos irmãos com a Bíblia na mão, buscando uma “confirmação de Deus” para algo.
       
O procedimento é o seguinte: O crente precisa tomar alguma decisão, ou mesmo precisa saber se algo pelo qual ele está orando é confirmado por Deus, então abre a sua Bíblia em qualquer texto, o versículo que aparecer ali é porque o Senhor está “confirmando”. Isso é correto? Deus fala desta maneira? Deus confirma mesmo?
        
Vamos estudar sobre isso.

1 – Deus fala através de um versículo da Bíblia?
     
A Bíblia diz que Deus fala ora de um modo, ora de outro. O homem é que não atenta para isso (Jó 33.14). É possível que Deus fale para um servo seu através de um texto da Bíblia escolhido de forma aleatória. Porque Deus fala de diversos modos. Por isso, muitas vezes o crente está precisando de uma palavra de Deus, precisa ouvir o Senhor em certo momento, portanto, vai até sua Bíblia, abre num texto, de forma aleatória, e, maravilhosamente, Deus fala a esse crente, exatamente como o senhor quer que seja.



2 – Essa prática deve ser constante?
     
O problema de muitos crentes é que eles querem determinar a maneira como Deus deve lhes falar. Isso é pecado.
     
Há crentes, e isso é maioria, que querem ouvir a voz de Deus somente abrindo versículos da Bíblia. Isso torna-se pecado, porque não podemos determinar a forma de Deus nos falar.
     
As Sagradas Escrituras nos mostram Deus falando através de Profetas, Anjos, Sinais, Escritura na parede, até através de um animal. Por isso é errado tornar a prática de abrir textos bíblicos o único modo de Deus falar conosco.


3 – Existe algum perigo nesse tipo de prática?

Existem muitos perigos. Analisemos o seguinte:

a) Se um crente quer que Deus lhe fale, porém só quer ouvir coisas boas, ele nunca vai querer abrir a Bíblia nos livros dos profetas do Antigo Testamento, porque ali só tem “chicotadas”. É óbvio que ele vai recorrer ao Novo testamento. 

b) Então, nesse tipo de prática, eu posso escolher o que quero ouvir de Deus. Se quero ouvir palavras de repreensão e castigo, abro nos Livros do Antigo Testamento (a probabilidade é bem maior); Porém, se quero ouvir coisas agradáveis, abro no Novo testamento (Novamente a probabilidade é maior). É semelhante as famosas “caixinhas de promessas” que só trazem coisas boas. Até parece que Deus não repreende ninguém. 

c) Essa prática quando torna-se um hábito parece o costume dos consultores de “búzios” que jogam os “búzios” para ouvir os “espíritos falarem. 

d) Outro perigo, é que essa prática torna-se parecida com a astrologia, ou seja, se você observar o que dizem os horóscopos nos principais jornais, verá que eles se contradizem. Assim tem sido alguns “crentes” consultando a Bíblia aleatoriamente. Uns dizem “Deus confirmou que sim”; outros “Deus confirmou que não”. E aí? Por que as confirmações acontecem de forma desencontradas? Porque não devemos determinar a maneira como Deus há de falar para nós.

e) Outro perigo é que existem Bíblias que estão acostumadas a se abrirem sempre nas mesmas páginas. A gente corre o risco de ter uma confirmação “falsa”.

4 – Podemos pedir um sinal a Deus?

Encontramos na Bíblia servos do Senhor pedindo um sinal como prova. Gideão (Jz 6.36-40); Ezequias (Isaís 38.1-5). Porém, os servos de Deus não tinham o habito de ouvir a voz de Deus da maneira que queriam. Veja que Gideão não tinha como hábito pedir um sinal a Deus da mesma forma que na ocasião encontrada no texto de Juízes. Ezequias também não tinha o costume de pedir o retroceder do sol. O melhor sinal é quando Deus fala no íntimo do coração.

CONCLUSÃO

É preciso muita sabedoria para não mistificar os mistérios de Deus. É preciso ter o Espírito Santo para não cair no erro dos espíritas, macumbeiros, católicos, etc. que vivem tentando adivinhar por meio de objetos, símbolos, signos, sinais, e outros apetrechos.
      
A Bíblia não pode, por sua vez, ser um meio para, aleatoriamente, se discernir o futuro. Portanto, a Bibliomancia deve ser retirada do meio do povo evangélico. O que precisamos fazer é examinar a Bíblia completa e extrairmos dela as lições preciosas que nortearão nossas vidas.

23 de abril de 2012

É Possível Ser Crente em Casa?


O ABANDONO DA COMUNHÃO E SUAS IMPLICAÇÕES

Rev. Gilson  Soares dos Santos

        Já ouvi muita gente dizer: “Eu não preciso ir à igreja para ser crente”. Outros adotam a seguinte filosofia: “Eu posso ser crente em casa, fazer minhas orações, ler a Bíblia. Não preciso de igreja”. Tornam-se “os crentes em casa”. Será que é possível ser um crente sem ir à igreja?
     As estatísticas revelam que 90% dos que optam por serem crentes em casa têm problemas espirituais tais como: 1 – Não vão à igreja porque detestam alguém que está freqüentando o templo; 2 – Não vão à igreja porque não gostam do pastor; 3 – Não vão à igreja porque têm preguiça; 4 – Não vão à igreja porque detestam a liturgia do culto; 5 – Não vão à igreja porque não conseguem perdoar; 6 – Não vão à igreja porque guardam mágoa, rancor, ressentimentos; 7 – Não vão à igreja porque não querem que o pastor pregue contra seus pecados; 8 – Não vão à igreja para boicotar o ministério da igreja.     
      A pergunta que fica no ar é: Como é que essas pessoas querem chegar ao céu? A Bíblia diz em I Jo 1.7 “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado”. Sem comunhão os pecados não são purificados.
    É claro, existem pessoas que não podem ir assiduamente à igreja por razões justificáveis. Existem muitos que estão doentes ou impossibilitados fisicamente de se deslocarem a um templo. 
    Em casa, o crente está rodeado de tentações para roubar seu tempo de adoração: televisão, computador, internet, telefone tocando, crianças gritando, visitas chegando, a comida cheirando, etc. A igreja, o templo, é o melhor lugar para buscar a Deus em oração.
     A convocação está feita: Frequente a igreja!

21 de abril de 2012

Alegoria da Caverna: Uma Ilustração Filosófica



Rev. Gilson Soares dos Santos

          Quero, neste espaço, transcrever a famosa alegoria da caverna, ou mito da caverna, que é uma ilustração que todos deveriam conhecer. Transcrevo a alegoria contada pelo personagem Alberto do livro “O Mundo de Sofia”, em seguida, transcrevo a alegoria como ela é no Livro “A República” de Platão.


                                                           A ALEGORIA DA CAVERNA

Platão conta uma alegoria que ilustra precisamente esta reflexão. Denominamo-la a alegoria da caverna. Vou contá-la com as minhas próprias palavras. Imagina homens que vivem numa caverna subterrânea. Estão virados de costas para a entrada, presos com correntes, pelas mãos e pelos pés; por isso só podem olhar para a parede da caverna. Por detrás deles há um muro alto, e atrás desse muro passam por sua vez vultos humanos que levam diversos objetos por cima do muro. Uma vez que atrás desses objetos arde uma fogueira, eles provocam sombras trêmulas na parede da caverna. A única coisa que os homens da caverna podem ver é, portanto, este "teatro de sombras". Estão ali desde que nasceram e para eles as sombras são tudo o que existe.
Imagina agora que um destes habitantes da caverna consegue libertar-se da prisão. Primeiro, questiona-se de onde é que vêm estas imagens na parede da caverna. O que é que achas que sucede quando ele se volta para as figuras que são levadas por cima do muro? De início, fica ofuscado pela luz brilhante. A visão dos objetos com contorno nítido ofusca-o - até então, ele vira apenas as suas sombras. Se pudesse subir pelo muro e passar o fogo até sair para fora da caverna, ficaria ainda mais encandeado. Mas depois de ter esfregado os olhos veria também como tudo é belo.
Pela primeira vez, veria cores e contornos nítidos. Veria animais e flores verdadeiros - dos quais as figuras na caverna eram cópias. Mas nesse momento, perguntar-se-ia de onde é que os animais e as plantas vêm. Vê o sol no céu e compreende que o sol dá vida às flores e aos animais na
natureza, da mesma forma que o fogo da caverna fazia com que ele pudesse ver as sombras.
O feliz habitante da caverna poderia sair a correr para a natureza e alegrar-se com a sua liberdade recém adquirida. Mas ele pensa em todos aqueles que ainda estão na caverna. Por isso, regressa. Logo que chega lá, tenta explicar aos outros habitantes da caverna que as sombras na parede são apenas cópias trêmulas de coisas verdadeiras, mas ninguém acredita nele. Eles apontam
para a parede da caverna e afirmam que o que aí vêem é tudo o que existe. Por fim, matam-no.
Aquilo que Platão descreve na alegoria da caverna é o percurso do filósofo, desde as opiniões confusas até às ideias reais por detrás da natureza. Pensa também em Sócrates, que os "habitantes da caverna" assassinaram por destruir as opiniões habituais e por lhes querer mostrar o caminho para o verdadeiro conhecimento. Desta forma, a alegoria da caverna torna-se uma imagem da coragem e da responsabilidade pedagógica do filósofo.
Para Platão, a relação entre a escuridão da caverna e a natureza lá fora corresponde à relação entre os objetos da natureza e o mundo das ideias. Ele não queria dizer que a natureza era escura e triste, mas que ela é escura e triste em comparação com a claridade das ideias.

(Do Livro: “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder)


A ALEGORIA DA CAVERNA


Sócrates – Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoços acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.

Glauco – Estou vendo.

Sócrates – Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que os transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.

Glauco - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.

Sócrates — Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e de seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica defronte?

Glauco — Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?

Sócrates — E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?

Glauco — Sem dúvida.

Sócrates — Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?

Glauco — É bem possível.

Sócrates — E se a parede do fundo da prisão provocasse eco sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?

Glauco — Sim, por Zeus!

Sócrates — Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados?

Glauco — Assim terá de ser.

Sócrates — Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?

Glauco - Muito mais verdadeiras.

Sócrates - E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?

Glauco - Com toda a certeza.

Sócrates - E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?

Glauco - Não o conseguirá, pelo menos de início.

Sócrates - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e sua luz.

Glauco - Sem dúvida.

Sócrates - Por fim, suponho eu, será o sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal qual é.

Glauco - Necessariamente.

Sócrates - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.

Glauco - É evidente que chegará a essa conclusão.

Sócrates - Ora, lembrando-se de sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?

Glauco - Sim, com certeza, Sócrates.

Sócrates - E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?

Glauco - Sou de tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.

Sócrates - Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: Não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?

Glauco - Por certo que sim.

Sócrates - E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?

Glauco - Sem nenhuma dúvida.

Sócrates - Agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar, ponto por ponto, esta imagem ao que dissemos atrás e comparar o mundo que nos cerca com a vida da prisão na caverna, e a luz do fogo que a ilumina com a força do Sol. Quanto à subida à região superior e à contemplação dos seus objetos, se a considerares como a ascensão da alma para a mansão inteligível, não te enganarás quanto à minha idéia, visto que também tu desejas conhecê-la. Só Deus sabe se ela é verdadeira. Quanto a mim, a minha opinião é esta: no mundo inteligível, a idéia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; no mundo visível, ela engendrou a luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública.

Glauco - Concordo com a tua opinião, até onde posso compreendê-la.

(Platão. A República. Livro VII)


20 de abril de 2012

O Pastor Gilson Responde Sobre o Anjo da Igreja no Apocalipse


O PASTOR GILSON RESPONDE:
QUEM É O ANJO DA IGREJA NO APOCALIPSE?

Rev. Gilson Soares dos Santos

PERGUNTA:

Em Apocalipse 2.1,8,12,18 encontramos:

1 Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro:
8 Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu:
12 Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois gumes:
18 Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente:

Em  Apocalipse 3.1,7,14

1 Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto.
7 Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre:
14 Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:

Minha dúvida é: A expressão “anjo da igreja” refere-se a um anjo mesmo ou a uma pessoa, ou seja, a homem?
           
RESPOSTA

A expressão “anjo da igreja” refere-se a homem. Deixe-me explicar.

A palavra no grego é “angelos” que pode referir-se a um ser angelical ou a um mensageiro humano. Embora ao longo do livro do Apocalipse a palavra se refira a seres angelicais, neste caso aqui refere-se a um mensageiro humano, pois anjos não são líderes de igreja. Segundo John Macarthur “muito provavelmente esses mensageiros são os sete presbíteros principais que representam cada uma das igrejas.”

Na Bíblia, encontramos textos onde seres humanos foram comparados a anjos:

1 – Em II Samuel 14.17,20 Davi é comparado a um anjo:

“14 Dizia mais a tua serva: Que a palavra do rei meu senhor me dê um descanso; porque como o anjo de Deus é o rei, meu senhor, para discernir o bem e o mal; e o Senhor teu Deus seja contigo.
20 para mudar a feição do negócio é que Joabe, teu servo, fez isso. Sábio, porém, é meu senhor, conforme a sabedoria do anjo de Deus, para entender tudo o que há na terra.”


2 – Em II Samuel 19.27 encontramos outra expressão onde o rei é comparado a um anjo do Senhor:

27 E ele acusou falsamente o teu servo diante do rei meu senhor; porém o rei meu senhor é como um anjo de Deus; faze, pois, o que bem te parecer.”


3 – Em Malaquias 2.7, encontramos mais um expressão onde homem é comparado a anjo:

“7 Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é mensageiro do Senhor dos Exércitos”.

OBSERVAÇÃO: A palavra mensageiro no hebraico é “mal'ak” que quer dizer “anjo”. E nesse caso é empregado ao sacerdote.


Você vai encontrar outros estudiosos defendendo que o termo “anjo da igreja” refere-se a anjos e não a homens. Para isso utilizam textos como (Dn 10.10-21; Dn 12.1; Mt 18.10; At 12.15; Ap 22.6), mas se você ler notará que são textos que não esclarecem que um anjo possa exercer liderança sobre uma igreja. Orígenes de Alexandria acreditava tratar-se de anjos mesmos, nesse caso, segundo ele, cada igreja tinha o seu anjo particular, o seu anjo da guarda. Mas é possível notar pelo conteúdo de cada carta que não se trata de seres angelicais, mas de homens.

É por isso que, atualmente, os pastores das igrejas são chamados de “anjo da igreja”, numa alusão aos pastores/presbíteros dirigentes das sete igrejas da Ásia. Quando o pastor na atualidade é chamado de “anjo da igreja” deve-se ao fato de que ele é “mensageiro” de Deus, não significando que ele seja “um anjo espiritual” nem que seja o “dono da igreja”.


Espero ter ajudado. 


19 de abril de 2012

A Igreja Voz da Verdade é Uma Igreja Evangélica?


ESTUDO SOBRE A IGREJA VOZ DA VERDADE

Rev. Gilson Soares dos Santos

     Existe um Conjunto denominado “Conjunto Evangélico Voz da Verdade”, que faz muito sucesso e suas músicas são cantadas em muitas igrejas evangélicas. EXEMPLO: O Escudo.
    Esse conjunto faz parte de uma Igreja que tem o mesmo nome: IGREJA EVANGÉLICA VOZ DA VERDADE.
     A pergunta é: A IGREJA VOZ DA VERDADE É UMA IGREJA EVANGÉLICA?

PROPOSIÇÃO: VEJAMOS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A IGREJA VOZ DA VERDADE:

1 - Ela é uma seita unicista que adota O MODALISMO como doutrina.

1)     O que é o modalismo?

     É a crença estabelecida no Século III de que a Trindade não se configura em três pessoas, mas em modos, ou atributos de Deus.
     O modalismo ensina que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são a mesma pessoa, ou seja, negam a Trindade.
     Para eles, Deus é como um ator que faz três papéis diferentes numa mesma peça.
    
     O MODALISMO é também chamado de SABELIANISMO, porque foi Sabélio quem criou esta doutrina.

2 – A Origem da IVV

     A IEVV foi fundada por Freud Moisés, após uma revelação que o tornaria conhecido como o “homem que encontrou Jesus no cinema”. Filho de libaneses, converteu-se em 1953. Antes foi um farrista, um jogador viciado, mulherengo e sem paz. Teve um chamado “especial”, Jesus apareceu-lhe na tela de um cinema e disse que o faria pescador de almas. Transformado e arrependido começou a anunciar que existe somente um Deus e seu nome é Jesus. Dezenove anos depois, em 1973, Freud Moisés daria inicio ao conjunto Voz da Verdade, na antiga Igreja Pentecostal Unida do Brasil, da vila Paraíso, Santo André (SP). Depois de alguns conflitos surgidos entre o conjunto e a Igreja local, envolvendo questões de usos e costumes, se desligam, para fundar, na rua Casa Branca, 168, no bairro do mesmo nome, a Igreja Evangélica Voz da Verdade. Ali permaneceu, até se mudar para o seu atual endereço, no antigo cinema Tangara II, no Studio Center, no centro de Santo André.

3 – A Igreja Voz da Verdade não crê na Doutrina da Trindade.

1)     Dizem que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são a mesma pessoa.
2)     Ensinam (como modalismo) que são modos de Deus aparecer.

·         O MATERIAL PRÓ-BATISMO DA IVV: “Quando a Bíblia se refere a Deus, está falando no Espírito Santo que é o Pai, Criador e Senhor de todas as Coisas. Jesus tanto é o Pai, como é o Filho... Jesus pode ser Pai e também o Filho? É muito lógico que sim, pois ele é Deus [...] Qual é o significado da palavra trindade? Teoria religiosa de intenção carnal e diabólica com o sentido de alimentar uma ilusão de Satanás que teve a pretensão de pluralizar a plenitude da divindade”.
·         Veja que eles afirmam que a Doutrina da Trindade é Diabólica.

3)     Fizeram uma oposição à Doutrina da Trindade em um CD.

4 – Eles não batizam em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

1)     Eles batizam somente em Nome de Jesus.

5 – A IVV está envolvida numa série de controvérsias:

1)     No dia 11 de maio de 1993, o CLC (Centro de Literatura Cristã) enviou uma carta para o Ministério Voz da Verdade suspendendo a distribuição do seu material, até que o referido explicasse a possível evidência de louvores a deuses estranhos. A resposta foi dada pelo pastor da Voz da Verdade cinco dias depois dizendo que não precisava do CLC e que seria um favor o CLC não adquirir seu material: "Não precisamos do Centro de Literatura Cristã; vocês e nada são a mesma coisa!".


2)     Inconformado com as verdades reveladas na lição 5 da revista da Escola Dominical, intitulada "Seitas Modalistas", do segundo trimestre de 1997, em que o pastor Esequias Soares da Silva menciona o conjunto Voz da Verdade com sua igreja na lista das seitas unicistas, o pastor Freud Moisés telefonou para o pastor Esequias ameaçando levar o caso aos tribunais. Após isso, o conjunto resolveu produzir um CD, distribuído gratuitamente para os crentes, com três estudos bíblicos defendendo o unicismo.


3)     Um certo jornal de Bauru, edição de julho de 1999, pág. 10 publicou a seguinte manchete: “Voz da Verdade diz que não é seita”. Tratava-se da apresentação do conjunto por ocasião do lançamento do seu CD – “Quando Deus se cala”. Estiveram presentes, segundo o jornal, cerca de 1500 pessoas, que pagaram de R$ 8,00 a R$ 10,00 pelo ingresso. O gasto total foi de R$ 12.000,00 e só o Voz da Verdade cobrou R$ 4,5 mil livre. Na entrevista concedida por um dos integrantes da banda, afirmou ele: “Atualmente o grupo Voz da Verdade tem sido perseguido por um fantasma: o boato de serem uma seita que prega heresias. Comentários, no mínimo, maldosos sendo que até agora ninguém provou que isso seria verdade.


4)     Nenhum outro escândalo teve maior repercussão do que o ocorrido em maio de 2001. Por ocasião do Fest-Gospel 2001, o pastor Carlos A. Moisés desafiou os pastores presentes a provarem que Deus tem sócio. Argumentou que quem acredita na doutrina da Trindade acredita nos ensinos pregados pelo Papa. Questionados pelo CACP via e-mail, o Pr. Carlos A. Moisés enviou a seguinte resposta: "Primeiramente, eu gostaria de lhe informar que quem vos escreve é o mesmo que estava gritando no palco em São José do Rio Preto. Em segundo lugar, não estou nem um pouco preocupado... você e nada pra mim é igual a NADA. Alguém, como você, que nega o nome de JESUS não é merecedor de minha apreciação. Se a tua igreja não cantar, MILHÕES de igrejas cantarão por todo o Brasil, por isso você não faz DIFERENÇA. O dia que você conseguir fazer com que as igrejas de todo o país parem de cantar nossos hinos, aí você será um vencedor”.


5)     Esse é o conjunto que o pastor Samuel Ferreira diz tanto gostar. Rasgue então sua Bíblia e entre para as fileiras unicistas, ou então testemunhe firmemente sua crença. Como diz o professor Esequias: a doutrina da Trindade é uma questão de vida ou morte. Infelizmente poucos líderes parecem levar isso a sério, abrindo suas portas e permitindo que o conjunto faça de suas ovelhas consumidores de suas músicas e CDs, além de embutir em sua mente a crença em um deus que se manifesta ao homem através de máscaras ou manifestações.

6 – A Trindade nas Sagradas Escrituras

1)     No Antigo Testamento (Gn 1.26; 2.22; 11.7; Is 6.8)
2)     No Novo Testamento (Mt 3.13-17; Mc 1.9-11; Lc 3.21,22; Mt 17.4,5)
3)     Se acreditássemos que o Pai é o Filho, então João 3.16 ficaria assim: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que se TRANSFORMOU em Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”.
4)     Como explicar Atos 7.55,56?
5)     Para quem Jesus estava dizendo: “Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46).
6)     Para quem Jesus estava dizendo: “Pai passa de mim este cálice?” (Mt 26.39)
7)     Para quem Jesus estava dizendo: “Pai, nas Tuas mão entrego o meu Espírito”? (Lc 23.46).

CONCLUSÃO
     A IVV é uma seita. Não pode ser chamada de Igreja Evangélica. Eles têm atacado as outras igrejas e a doutrina bíblica da trindade.